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IP2 e IC5 adjudicados

IP2 e IC5 adjudicados
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  • 4 de Novembro de 2008, 09:53

Estes itinerários, que vão melhorar os acessos entre os concelhos transmontanos e alguns municípios do distrito da Guarda, representam um esforço financeiro de 696 milhões de euros para os cofres do Estado. Este investimento é comparticipado em 46 milhões pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
A escolha da Comissão de Avaliação de Propostas das Estradas de Portugal baseou-se nos critérios de natureza técnica e financeira, já que a proposta apresentada pelo consórcio Auto-Estradas XXI, liderado pela empresa Soares da Costa, representava um esforço financeiro de 970 milhões de euros.
O lançamento definitivo desta obra deverá decorrer ainda durante este mês, terminado o prazo de 10 dias para os concorrentes se pronunciarem e depois de concluído o relatório final para o avanço da empreitada.
A proposta vencedora implica custos de investimento e de operação no valor de 826 milhões de euros ao longo de 30 anos, designadamente 566 milhões como custos de construção inicial, 57 milhões para equipamento e expropriações e 203 milhões para custos de conservação e grandes reparações.
A proposta da Aeronor representa um investimento inferior em 11 por cento ao valor estimado no Estudo de Viabilidade, que previa despesas na ordem dos 927 milhões de euros ao longo de três décadas.
Em comunicado, o Ministério das Obras Públicas e Comunicações realça, ainda, a rapidez do processo, já que entre o lançamento do concurso e a adjudicação provisória decorreram, apenas, 11 meses.
Recorde-se que estas vias são fundamentais para desencravar os concelhos transmontanos. O IP2 vai ter continuidade a partir do troço de Vale Benfeito até Celorico da Beira, no distrito da Guarda. Já o IC5 vai ligar Miranda do Douro ao concelho de Murça, no distrito de Vila Real. Estes itinerários vão entroncar no concelho de Vila Flor.

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Redação