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Apicultura com um toque feminino

Apicultura com um toque feminino
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  • 4 de Novembro de 2008, 10:13

Sandra Barbosa instalou as primeiras 25 colmeias na zona do Zoio, em 2006, apoiada pelo programa AGRO. Licenciada em Engenharia Biotecnológica e com o mestrado em Química, o sector apícola foi o caminho escolhido por Sandra para sair da situação de desemprego. “Enquanto fiz o mestrado dei aulas na Escola Superior Agrária. Depois houve necessidade de reduzir o corpo docente e eu fui uma das professoras afectadas”, conta.
Natural de Guimarães, Sandra Barbosa veio para Bragança para estudar no Instituto Politécnico. Depois de concluir os estudos, organizou a sua vida na capital de distrito e encontrou na apicultura a entrada no mundo dos negócios. “Nós temos aqui excelentes condições para a prática desta actividade e é um sector em franco desenvolvimento”, realça.
O fascínio pelas abelhas levou a apicultora a aumentar a produção para cerca de 3 toneladas de mel por ano. “Actualmente, tenho 260 colmeias espalhadas pela zona do Zoio e de Labiados. A minha unidade de transformação é na antiga escola primária de Refoios, que me foi cedida, em 2006, pela Câmara Municipal de Bragança”, revela.
A comercialização do mel é feita através da marca “Montesino”. “Escolhi este nome, porque o meu mel é todo produzido numa zona de montanha”, desvenda.
Para facilitar o negócio, Sandra Barbosa apostou na abertura de uma loja em Bragança, no passado mês de Maio. “Candidatei-me ao programa LEADER, da CoraNE, para abrir o estabelecimento. Foi uma boa aposta, porque não tinha um local para mostrar os meus produtos”, afirma.

Certificação em modo de produção biológico valoriza o produto e permite rentabilizar ainda mais o sector

No espaço comercial paira no ar o aroma a cera das velas decorativas que se encontram expostas. Os produtos apícolas são ingredientes obrigatórios em todos os artigos. “Para além do mel natural e com frutos secos, também produzo sabonetes, velas, pólen e chás”, enumera.
Este ano, o mel “Montesino” ganhou a certificação em modo de produção biológico, o que valoriza ainda mais o produto. “É uma mais valia que é reconhecida pelos clientes”, realça.
A publicitação dos produtos apícolas em feiras e através dos meios de comunicação social, tem contribuído para o aumento das vendas. “Quando participei no programa ‘Verão Total’, da RTP, recebi encomendas de diversos pontos do País e até do estrangeiro. Agora vou participar na ‘Rural Castanea’, em Vinhais”, conta.
Para quem trabalha no mundo das abelhas, as picadelas são inevitáveis, mesmo com protecção. Mesmo assim, a apicultora realça que tem uma grande paixão por este sector.
No futuro, Sandra Barbosa quer rentabilizar ainda mais a actividade e criar postos de trabalho.
“As colmeias que usei para fazer o mestrado, entre 2001 e 2004, foram cedidas pela Associação de Apicultores do Parque Natural de Montesinho. Hoje é completamente diferente, porque tenho as minhas colmeias, produzo o meu mel e tenho que tornar isto numa actividade rentável”, salienta a apicultora.

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Redação