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A lenha que aquece as almas

A lenha que aquece as almas
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  • 4 de Novembro de 2008, 10:03

Durante o dia, a comunidade junta-se para apanhar a lenha que não deixa arrefecer este costume ancestral e que combate as baixas temperaturas da época. Depois visitam-se a campas no cemitério e começa-se a preparar o serão à roda das fogueiras, que acaba por volta da meia-noite ou 1-2 da manhã.
Entre as orações e o convívio, bate-se com a moca ou com uma pá para espantar o mal e avivar o lume, pois o frio está sempre presente na noite de 1 de Novembro.
Há mesmo quem se aventure a dar a volta por todas as fogueiras, enquanto o sino da igreja matriz dá um tom mais solene à tradição. Enquanto se reza no quente do lume, vão-se comendo castanhas, provando o vinho ou jeropiga e reavivando recordações de outros tempos.
É assim a noite de 1 de Novembro em Argozelo, onde novos e jovens de outros tempos fazem questão de manter viva a lenha que aquece as almas.

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Redação