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Padres descobrem novas vocações

Padres descobrem novas vocações
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  • 16 de Setembro de 2008, 09:31

s Viriato Ferreira e Manuel Eliseu Antão Domingues. O primeiro estava responsável pelas paróquias de Adeganha, Cabeça Boa, Cabeça de Mouro, Cardanha, Castedo, Estevais, Horta da Vilariça, Lousa e Vide, no concelho de Torre de Moncorvo. O segundo prestava serviço nas paróquias de Cicouro, Constantim, Duas Igrejas, Ifanes, Paradela, São Martinho e Vila Chã da Braciosa, no concelho de Miranda do Douro. Ambos abandonaram o sacerdócio há cerca de um mês.
Estas situações não são desejadas pela Igreja, mas as dioceses têm que estar preparadas para lidar com elas. “São coisas do foro pessoal. Depende muito da evolução espiritual e pessoal de cada um”, justifica o bispo da Diocese Bragança- Miranda, D. António Montes Moreira.
Questionado sobre os motivos do abandono do magistério sacerdotal, o prelado responde: “normalmente estas situações acontecem em virtude de uma série de evoluções, se bem que são assuntos pessoais que se tratam com a pessoa em particular e que não são objecto de análise pública”.
Numa altura em que a falta de padres obriga cada sacerdote a acumular cerca de sete paróquias, o que corresponde a 10 ou 15 aldeias, a diocese tem ainda que contar com estas desistências e com os padres que são obrigados a deixar o trabalho paroquial devido à idade avançada ou por motivos de doença.

No próximo ano, D. António Montes prevê ordenar, pelo menos, dois novos padres

Tendo em conta que as ordenações na diocese bragançana têm aumentado ligeiramente, as entradas vão colmatando as saídas. “ Este ano tivemos três ordenações, ao passo que no ano passado só tivemos uma”, salienta D. António Montes.Mesmo assim, o prelado afirma que são necessários entre 20 a 25 ordenações para que os padres possam reduzir o trabalho paroquial e dedicar-se ao acompanhamento de movimentos laicais de espiritualidade e de postulado e a outras actividades religiosas.
Actualmente, a diocese tem 100 sacerdotes, mas apenas 70 estão ao serviço paroquial, dado que 30 já são de idade avançada. “A média de idades dos padres que pertencem à diocese é de 66 anos. Nos párocos é um pouco mais baixa, rondando os 60 anos”, acrescenta D. António Montes.
Para o ano, o prelado prevê ordenar mais dois diáconos, que já estão a completar o estágio depois de terem frequentado os seis anos do curso de Teologia no Instituto Superior do Seminário de Viseu.

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Redação