Telemedicina funciona a meio gás
No Centro de Saúde de Vinhais (CSV), por exemplo, já é possível fazer radiografias e electrocardiogramas, que são enviados via Internet para os especialistas que fazem a leitura dos exames e enviam os relatórios para os médicos de família. Apesar do equipamento permitir a leitura das radiografias em tempo real, os utentes ainda têm que esperar entre 8 e 15 dias pelo resultado do exame. No caso dos electrocardiogramas o resultado chega dentro de 3 dias. “Os problemas da largura da banda já foram resolvidos. Agora estamos a tentar resolver pequenos problemas técnicos para podermos usar todas as potencialidades do equipamento e da rede. O objectivo é obter um relatório no prazo máximo de 48 horas”, justificou a coordenadora da Sub-Região de Saúde de Bragança, Berta Nunes.
O equipamento da Telemedicina já chegou à Unidade de Saúde de Vinhais em 2005, mas só um ano depois é que a radiologia começou a funcionar. Na altura, foram feitos testes com o equipamento, mas a falta de um suporte para a transmissão de dados impedia a implementação deste serviço. Três anos depois, a Telemedicina começa a dar os primeiros passos no Nordeste Transmontano.
A população do concelho de Vinhais está satisfeita com a radiologia e cardiologia, mas pede que o resultado dos exames chegue com mais rapidez. Mesmo assim, recordam com amargura os tempos em que tinham que se deslocar a Bragança, a Mirandela ou a Macedo de Cavaleiros para fazer uma radiografia.
O alargamento do funcionamento deste serviço é, igualmente, uma pretensão dos utentes. Actualmente, a técnica desloca-se a Vinhais às segundas, quartas e sextas-feiras e atende uma média de 20 utentes por dia.
Para o director do CSV, Rui Amaral, este serviço é vantajoso para os utentes, visto que, para além de evitar deslocações, os casos graves são sinalizados pela técnica de radiologia, analisados pelo médico e enviados para o hospital sempre que se justifique.
Neste Centro de Saúde, à semelhança dos restantes seis, o material que permite a realização de consultas de dermatologia e de telepsiquiatria à distância ainda está parado. “ Temos um protocolo com o Hospital de Santo António no Porto para que a teledermatologia possa funcionar. Estão a ser resolvidos pequenos problemas técnicos que têm a ver com a ligação à unidade hospitalar e deverá entrar em funcionamento dentro de dois meses”, garantiu Berta Nunes.
No caso das consultas de Psiquiatria e Alcoologia, no âmbito da teleconsulta, ainda não há condições para funcionar devido à falta de disponibilidade dos médicos das especialidades. “Depois de termos os restantes equipamentos a funcionar em pleno vamos trabalhar esta área”, concluiu a responsável.

