Eólicas florescem em Trás-os-Montes
Para o concelho de Torre de Moncorvo está prevista a instalação de um parque com capacidade para produzir 50 MW de potência. “25 por cento do total da potência posta a concurso é para o município de Torre de Moncorvo. Por isso, no contexto dos parques instalados em Portugal, podemos dizer que já é um parque eólico considerável”, salientou o presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo (CMTM), Aires Ferreira.
Na óptica do autarca, o município tem boas potencialidades para o aproveitamento do vento, pelo que tem havido muitas empresas interessadas em investir neste sector a contactar a CMTM por causa das contrapartidas regionais previstas no concurso. “A grande ambição do município é a instalação de um pólo de competitividade em energias renováveis”, frisou Aires Ferreira. Importa realçar que ao abrigo deste concurso, os critérios para a avaliação das propostas são: 30 por cento para as contrapartidas regionais e 70 por cento para o desconto à remuneração da energia entregue à rede pelo parque eólico, que não poderá ser inferior a 4 por cento.
No que toca ao aproveitamento do vento para produzir energia, Torre de Moncorvo já possui 4 aerogeradores instalados no limite da serra do Reboredo, que abrangem as freguesias do Felgar e de Felgueiras. A capacidade de produção deste mini-parque é de 8 MW.
25 MW de produção para os concelhos de Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Valpaços
A fase C do concurso eólico contempla, ainda, 25 MW para instalar nos municípios de Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Valpaços. No caso de Macedo de Cavaleiros já existe um aerogerador a funcionar em Borninhos e está em fase de construção um parque com 24 aerogeradores na serra de Bornes. Nesta matéria, o presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Beraldino Pinto, realça as vantagens para o concelho. “Temos as contrapartidas indirectas para a autarquia, a produção de energia limpa que também é positiva e os municípios também recebem automaticamente 2,5 por cento do valor da produção”, frisou o edil.
Já em Mirandela ainda não existe nenhum parque eólico. Caso haja empresas interessadas em investir neste município, serão as primeiras ventoinhas a florescer nesta área. O vice-presidente da Câmara Municipal de Mirandela, António Branco, reconhece que o pacote destinado a estes três concelhos é pequeno, mas realça que há boas condições para o aproveitamento do vento.
No concelho vizinho de Valpaços, o presidente da autarquia local, Francisco Tavares, salienta que existe um potencial significativo. “Temos uma combinação da velocidade e do número de horas de vento muito elevada”, acrescentou o edil.
Aqui também já está adjudicado um parque eólico na serra da Padrela, com capacidade de produção de 80 MW, onde serão colocadas 12 ventoinhas.

