Consumo de energia dispara
Esta é uma das conclusões da matriz energética do Nordeste Transmontano, apresentada na passada quarta-feira, pela Empresa Resíduos do Nordeste e pela Universidade Católica Portuguesa (UCP).
Este estudo revela, contudo, que esta região ainda é a que consome menos electricidade.
“Por enquanto somos os que consumimos menos, mas rapidamente vamos ultrapassar esses valores, pois o aumento do consumo no Nordeste Transmontano foi de 100 por cento, ao passo que a média nacional é de 70 por cento”, salientou Helena Ferreira, a coordenadora da matriz pela Escola Superior de Biotecnologia da UCP.
O documento revela, ainda, que o aquecimento dos edifícios representa o consumo de energia mais elevado. “51 por cento da energia que se consome em Trás-os-Montes é nos edifícios”, acrescentou a responsável.
As edificações do município não são excepção. “A autarquia gasta 1,5 milhões de euros em energia por ano”, admite o presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes.
Município gasta 1,5 milhões de euros por ano em energia eléctrica
Para baixar a factura, o edil salienta que a autarquia já começou a tomar medidas economizadoras, recorrendo a energias renováveis. “Já instalámos painéis solares nas Piscinas Municipais para aquecimento de água. Estão a funcionar desde Fevereiro”, salientou Jorge Nunes.
Além disso, o autarca adianta que está em fase de lançamento uma campanha para a colocação de lâmpadas economizadoras e de melhoramento dos isolamentos nos edifícios do município.
Apesar da lenha representar 27 por cento da energia total consumida no distrito para o aquecimento dos edifícios, Helena Ferreira defende que é preciso apostar em sistemas que tornem mais eficaz esta fonte de calor.
“Temos que apostar em recuperadores de calor ou noutros sistemas, que permitam rentabilizar a lenha consumida. Além disso, os 9 por cento de gasóleo que é usado para este fim também deve ser substituído”, salientou a coordenadora da matriz.
Ao nível da emissão de gases e efeito de estufa, o Nordeste Transmontano é responsável, apenas, pela emissão de 1 por cento a nível nacional.

