Quinta do Lombo colecciona medalhas
É graças a estas qualidades, que os vinhos e espumantes da Quinta do Lombo têm angariado diversos prémios e distinções no concurso mundial Wine Masters, que decorre no Estoril e reúne milhares de participantes anualmente. “Concorremos pela primeira vez em 2004, quando lançámos a adega, e desde então que temos ganho diversas medalhas”, sublinhou o responsável.
Um dos prémios mais mediáticos foi a Medalha de Ouro conseguida pelo Vinho Espumante de 2004, cujo stock já esgotou por completo. “Fomos os únicos a ganhar a Medalha de Ouro nesse concurso e, apesar do produto estar esgotado, continuamos a ser procurados por pessoas que querem ter uma garrafa”, revelou Francisco Pinto, funcionário da SCMMC.
Na óptica de Fernando Guerra, os prémios e distinções são, sobretudo, “o reconhecimento de um trabalho, da qualidade dos vinhos e, também, da própria região”.
Com cerca de seis hectares de vinhas nas localidades dos Cortiços e Lombo, no concelho de Macedo de Cavaleiros, que integram sete trabalhadores permanentes, a instituição prevê chegar aos dez hectares e às 50 mil garrafas anuais. “No ano passado, produzimos 20 mil garrafas, o que representa, ainda, metade da nossa produção”, acrescentou o enólogo.
Até agora, a SCMMC já investiu cerca de 300 mil euros na criação da marca e imagem e construção da adega, entre outros. “Um dos nossos projectos foi aprovado, mas estamos desde 2003 à espera das verbas, já que é um avultado investimento”, informou Francisco Pinto.
Quinta do Lombo vai passar a comercializar diversos produtos alimentares
Futuramente, a instituição pretende alargar a sua actividade a diversos produtos, como compotas, licores e azeites, todos com a marca Quinta do Lombo. “Queremos fazer cabazes de luxo, para que os clientes que compram os vinhos de qualidade levem, também, outros produtos alimentares de excelência da mesma marca”, explicou Fernando Guerra.
As receitas das vendas dos produtos da Quinta do Lombo são aplicadas, segundo Francisco Pinto, “na vertente social, já que é um sector que se debate com bastantes dificuldades”.
Recorde-se que a SCMMC sempre teve tradição vitivinícola. No entanto, a produção destinava-se, apenas, para fazer face às necessidades internas e não para venda. “Temos 80 utentes que, por dia, consomem cerca de cinco litros, pelo que necessitamos de ter uma elevada produção”, adiantou Francisco Pinto.
Além dos vinhos, a SCMMC produz quase todos os bens de que necessita, como azeite, legumes e hortaliças, bem como alguma carne para consumo. “É uma forma de rentabilizarmos os nossos terrenos e doações que fazem à Santa Casa. Assim, temos estufas, vinhas, olivais e um rebanho que fazem com que sejamos quase auto-suficientes”, acrescentou o responsável.

