30 mil pessoas na Feira da Cereja
Segundo o autarca, o principal objectivo da organização é atrair pessoas de fora da região e um pouco de todo o País. “O difícil é chegar aos visitantes de fora do concelho, mas acho que temos conseguido o que pretendemos. Acredito que na região já toda a gente conhece a Feira da Cereja”, sublinhou o responsável.
Conhecida pelo fruto que empresta o nome ao certame, Alfândega da Fé já é, na óptica de João Figueiredo, uma referência em todo o País, pelo que a autarquia poderá, futuramente, apostar na divulgação de outros produtos. “A cereja de Alfândega da Fé tem vindo a criar nome e pretendemos aproveitar esta reputação para darmos a conhecer outros produtos”, adiantou o edil.
Produtores de cereja falam em quebras na ordem dos 30 por cento
Com o número de visitantes a aumentar, o presidente da CMAF espera “que a quantidade de cereja tenha sido suficiente para as pessoas que recebemos, já que as condições climatéricas não ajudaram a produção”.
Um produtor de Vilarchão, Firmino Cordeiro, registou quebras na ordem dos 30 por cento, resultado das chuvas que destruíram e danificaram parte das colheitas. “Tenho perdas de cerca 7 500 euros, mas acredito que este certame poderá ser útil para podermos escoar as cerejas”, adiantou o produtor.
Já Fernanda Mariano, da Cooperativa Agrícola de Alfândega da Fé, sublinhou que a redução na quantidade pode ser compensada pela qualidade do fruto.
Recorde-se que em palco estiveram Micaela, Just Girls, Claudisabel e Ez Special. Os visitantes puderam, ainda, assistir às actuações do Grupo de Cantares de Parada, Banda Municipal de Alfândega da Fé, Grupo de Cantares de Gebelim, de Vilarchão e de Sambade e da Santa Casa da Misericórdia de Alfândega da Fé.
A par dos espectáculos musicais, a Feira da Cereja acolheu, também, diversas iniciativas desportivas e culturais, como a II Milha das Cerejas, organizada pela Associação de Atletismo de Bragança, CMAF e Associação Industrial e Comercial de Alfândega da Fé, o V Passeio BTT da Cereja e a concentração de motos Harley Davidson. A inauguração da exposição “A Travessia dos Corpos” do Mestre José Rodrigues e a apresentação do livro “O Prazer de Fazer Música – Canções, emoções e cidadania”, de João Miguel Reboredo, preencheram o programa cultural.

