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Formação facilita inclusão dos ciganos

Formação facilita inclusão dos ciganos
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  • 3 de Junho de 2008, 08:55

Na óptica do presidente da Câmara Municipal de Bragança (CMB), Jorge Nunes, um dos oradores da iniciativa, o trabalho e escolaridade são dois passos fundamentais para a inclusão na sociedade. “Se foram sempre dependentes de subsídios e não tiverem oportunidades de emprego, nunca se sentirão dignos”, sublinhou o edil.
Para tal, o município já candidatou ao programa Interreg um projecto denominado “Criação de Emprego Verde”, que visa criar oportunidades junto de pessoas com maiores dificuldades em entrar para o mercado de trabalho. “Queremos desenvolver acções novas para que possam ganhar experiência e competências em áreas específicas, de modo a facilitar a sua intercalo no mundo do trabalho”, explicou Jorge Nunes. Promovido em conjunto com autarquias espanholas, este projecto transfronteiriço poderá, assim, associar-se a sectores distintos como o ambiente ou ecologia. “Podemos procurar emprego em florestas e jardins, entre outros”, acrescentou o responsável.
Para o consultor do grupo de trabalho para as Comunidades Ciganas do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI), Bruno Gonçalves, apesar da evolução, ainda se verifica um profundo desconhecimento por parte da sociedade no que diz respeito às comunidades ciganas. “Só se conhecem os ciganos pelas piores razoes e, actualmente, ainda continuamos a ser discriminados. Não encontramos lugar na educação, nem no mercado”, lamenta o orador.
De modo a dar resposta a diversos casos de fragilidade económica, física, mental ou social, a CMB, em parceria com diversas instituições e entidades, pretende avançar com o projecto Mãe d’ Água. Trata-se de uma iniciativa que foca, além de famílias de etnia cigana, agregados e pessoas em situações de debilidade. “É um projecto abrangente que engloba vários parceiros e, entre todos, vai tentar combater condições precárias, seja através de apoios habitacionais ou encaminhar para instituições sociais adequadas”, explicou Jorge Nunes.

Autarquia prevê arrancar com projecto social “Mãe d’ Água”

O projecto visa, ainda, assegurar uma resposta mais rápida e eficaz aos problemas sociais detectados. “Queremos agregar recursos para evitar a dispersão e desenvolver uma parceria mais intensa, de modo a não perdermos tempo na procura da solução do problema”, adiantou o edil.
Inicialmente, o projecto Mãe d’ Água focará, essencialmente, as zonas dos bairros da Estação, Mãe d’ Água e Campelo. Contudo, posteriormente, a autarquia pretende “difundir as acções para fora desse território e apoiar qualquer família que necessite de ajuda”, acrescentou Jorge Nunes.
Recorde-se que as Jornadas da Pastoral de Ciganos contaram com a participação de diversos presidentes de Câmaras Municipais e de Juntas de Freguesias, membros do ACIDI, Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos, docentes e investigadores, bem como alunos da ESEB, entre outros.

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Redação