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Castelo de Penas Roias exige recuperação

Castelo de Penas Roias exige recuperação
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  • 20 de Maio de 2008, 09:48

Os anos foram passando e a fortificação apresenta sinais evidentes de degradação. Mesmo assim, ainda há muita gente a deslocar-se a Penas Roias para apreciar de perto a imponência do castelo.
Na óptica da população, este é o monumento mais importante da localidade, pelo que devia ser preservado mantendo a traça original.
“O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) colocou uma placa a anunciar uma intervenção, que ainda não saiu do papel. Se tirassem a placa, aquilo que foi feito passava completamente despercebido”, lamenta o presidente da Junta de Freguesia de Penas Roias, José Joaquim Moura.
No local encontramos uns degraus que dão acesso à fortificação, bem como uma placa de identificação do monumento. A vegetação vai trepando as frágeis paredes da torre de menagem, já que a torre secundária integrada nas muralhas, ruiu há cerca de quatro anos.
Ao que foi possível apurar, o IGESPAR pretende intervir em Penas Roias, após a conclusão dos trabalhos de restauro do castelo de Mogadouro, que se encontram em curso.
A poucos metros do castelo destaca-se, ainda, a Fraga da Letra, que preserva pinturas rupestres, possivelmente gravadas na pedra com tinta vegetal.

Monóptero de S. Gonçalo foi erguido no monte para homenagear a caça e os caçadores

Dos monumentos existentes na localidade destaca-se, ainda, uma fonte antiga, duas capelas e a igreja matriz, que apresenta talha dourada ímpar no Planalto Mirandês.
Segundo reza a história, Penas Roias foi vila e sede de concelho, tendo-lhe sido concedido um foral pelas mãos de D. Afonso III e outro por D. Manuel. O pelourinho que, outrora, se ergueu no centro da vila, foi substituído por um cruzeiro. “Restam, apenas, alguns fragmentos do pelourinho e não há hipótese de o reconstituir. Dizem que a coroa era em forma de gaiola como o de Bemposta”, salienta José Joaquim Moura.
A par da agricultura, a caça é uma actividade em expansão nesta freguesia. Prova disso é o Monóptero de S. Gonçalo, que terá sido construído no tempo dos Távoras, em homenagem aos caçadores.
“Ainda há muitos caçadores, que se dedicam à caça menor, nomeadamente ao coelho e à perdiz”, salienta o autarca.
Esta freguesia é composta, ainda, pelas anexas de Vilariça e de Variz, onde a antiga estação do comboio, que fazia parte da Linha do Sabor, se encontra completamente abandonada.

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Redação