Sinistralidade aumenta nas estradas do distrito
Perante esta situação, Jorge Gomes defende a aposta em acções de sensibilização junto dos condutores. “A sinistralidade não se reduz por decreto de lei, mas sim através do bom senso de quem conduz. Temos que analisar os comportamentos dos condutores e estudar a forma de fazer com que cumpram as regras”, realçou o responsável.
As acções de sensibilização que serão realizadas por todo o distrito vão ser definidas pelo gabinete Coordenador de Segurança, que está a ser criado no Governo Civil de Bragança. “Podemos ir para a rua fazer o teste de alcoolemia antes dos condutores pegarem no carro e ir às escolas alertar as crianças, que são críticas junto dos pais, entre muitas outras”, exemplificou Jorge Gomes.
Estrada que atravessa Sendim precisa de correcções que obriguem os condutores a reduzir a velocidade
A par da sensibilização, estes gabinetes também vão trabalhar na identificação de problemas nas estradas que precisam de ser corrigidos. “Não temos pontos negros no distrito, mas temos alguns constrangimentos nalgumas estradas e cruzamentos que têm que ser alterados”, admitiu o responsável.
Entre os casos que precisam de uma intervenção a curto prazo encontra-se a EN 221, no troço que atravessa Sendim, no concelho de Miranda do Douro. As características da via, que não tem qualquer semáforo, nem passadeira, leva os condutores a não cumprirem os limites de velocidade.
Apesar de considerar que a aposta deve ser na sensibilização dos automobilistas, Jorge Gomes realça que a fiscalização também é necessária. “Se os condutores estiverem sensibilizados, a punição praticamente não existe”, defende o governador.
Durante o fórum, o vice-presidente da Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária, Luís Farinha, defendeu a introdução da carta por pontos para diminuir a sinistralidade nas estradas portuguesas, dando como exemplo os resultados em França e na vizinha Espanha.

