Prémio Turismo – Centro de Turismo Ambiental Luso-Espanhol
É óbvio que o tipo de turismo tão ambicionado, pelo actual autarca, nunca teria como finalidade única contribuir para o desenvolvimento da economia local (pois, apenas 0,0000000000001 % dos turistas tem lancha), mas apenas para satisfazer os desejos daqueles que nunca apoiaram, na realidade, o projecto sustentável de turismo de natureza existente. Ou seja, algumas dessas pessoas até podem “dar a entender” que apoiam o Cruzeiro Ambiental, mas na realidade têm feito passar a ideia absurda de que o barco em nada contribui para o desenvolvimento económico da cidade, visto que as pessoas ao gastarem o “dinheiro” no barco, deixam de poder fazer compras em Miranda do Douro. No entanto, é pena que essas pessoas se esqueçam que o Cruzeiro Ambiental atrai cerca de 60.000 pessoas por ano ao concelho e que essas pessoas, comem, dormem e fazem compras de natureza diversa. Além disso, é pena que desvalorizem a imagem espectacular do barco que aparece associada, gratuitamente, à cidade, que em média dá origem a uma notícia por semana nos diversos órgãos de comunicação social.
Por outro lado, importa referir algumas das “acusações baratas” que têm sido feitas ao longo dos últimos anos sobre o projecto ambiental em questão, nomeadamente, pelo facto da língua espanhola ser falada no barco durante os cruzeiros e da presença de trabalhadores espanhóis neste projecto. No entanto, essas “vozes”, esquecem-se de que o Rio Douro também é espanhol e que o futuro da Região passa pela cooperação transfronteiriça. Além disso, esquecem-se de que 80% dos turistas que visitam a cidade são espanhóis e que estes deixam milhares de Euros em compras nas lojas da cidade, onde os próprios proprietários necessitam de falar a língua espanhola para poderem vender os seus produtos. Posto isto, torna-se importante colocar à consideração o seguinte: Então, o que aconteceu ao Nacionalismo Linguístico?
Desta feita, torna-se importante recordar que o Cruzeiro Ambiental é um Projecto de Cooperação Transfronteiriça, formado por duas empresas, uma espanhola denominada “Europarques”, e a outra, portuguesa, denominada “Centro de Turismo Ambiental, Lda.”, que além de estar registada em Portugal, tem trabalhadores portugueses e paga impostos em Portugal. Por outro lado, note-se que o Cruzeiro Ambiental de Miranda do Douro, foi distinguido entre 99 projectos públicos e privados que concorreram à conquista deste prémio. Em rigor, o galardão foi entregue em Lisboa pelo Presidente do Instituto de Turismo de Portugal, Luís Patrão, e pelo secretário de estado do Turismo, Bernardo Trindade, no início de 2008. Desde logo, convém salientar que a categoria Natureza distingue iniciativas em ambiente natural que integrem os recursos naturais e contribuam para que estes destinos turísticos sejam mais atractivos.
Em síntese, este prémio é um reconhecimento do trabalho que tem vindo a ser feito na área do turismo de natureza ao longo do “Tempo”, e que assegura a este sector que seja o maior operador turístico na Região. Por outro lado, importa recordar que o Centro em questão inclui um navio-escola que realiza percursos turísticos, ao longo das arribas do Douro Internacional, e que o mesmo está adaptado para ter o mínimo de impacto ambiental possível no percurso que realiza. Para concluir, acreditamos que todas as pessoas de bem se devam sentir orgulhosas com um primeiro prémio nacional tão difícil de alcançar e que já é tempo, de uma vez por todas, que a Câmara Municipal passe a ser um colaborador activo de um projecto essencial para toda a Região, deixando de lado a pequena política.

