PNDI não trouxe desenvolvimento
Esta posição é partilhada pela da maioria da população, que viu a sua actividade condicionada com as novas regras estabelecidas para o funcionamento da área protegida.
Os quatro autarcas que tinham assento na Comissão Directiva do PNDI chegaram a demitir-se em bloco por não concordarem com o Plano de Ordenamento do parque. Hoje a situação pouco mudou e o braço de ferro entre as autarquias e a gestão da área protegida continua. “Quando o parque foi instituído foram criadas grandes expectativas para a região, mas acabaram por ser goradas. A área protegida não trouxe nada de novo para o desenvolvimento local”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Manuel Rodrigo.
Autarcas lembram que a classificação do PNDI como área protegida foi imposta à população
O autarca relembra, ainda, que há uma portaria que define que os concelhos abrangidos por áreas protegidas têm prioridade face a concelhos limítrofes no que toca a candidaturas a fundos estruturais, mas esta situação nunca se verificou.
“Actualmente só me recordo que o PNDI existe quando tenho de assinar algum documento para o parque nos autorizar a fazer algumas obras ou alterações naquela área”, desabafou o edil.
Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, Moraes Machado, partilha a mesma posição. “ No início, as populações ainda resistiram à criação do parque, mas acabou por ser imposto por Decreto-Lei e tivemos de acatar a decisão”, lamenta o autarca.
O edil acrescenta, ainda, que tirando duas obras feitas no concelho não vê mais nada de relevante que tenha surgido através do PNDI. “Os objectivos que levaram à criação do parque não foram cumpridos, o que faz com que a população se alheie da sua existência. Por isso, ou mudam de doutrina ou antevejo um futuro mau para a área protegida”, sublinhou o autarca.
Outra situação que gerou discórdia no seio das entidades locais foi a mudança da direcção do PNDI para o Departamento de Gestão de Áreas Classificadas do Norte (DGACN), com sede em Braga.

