Autarcas envolvem-se nas eleições para os Bombeiros
O ambiente que rodeou esta eleição, contudo, ultrapassou uma simples votação para os Bombeiros. A movimentação de pessoas, as conversas, o tempo de espera para votar, as conjecturas com os resultados e os comentários sobre “quem ainda vem ou não votar” conferiram traços de umas “mini” autárquicas.
Para dar uma ideia da azáfama que envolveu os destinos dos soldados da paz, basta lembrar que no sábado votaram 558 pessoas, quando há três anos apenas 80 foram às urnas.
Toda esta movimentação acabou por beneficiar os cofres da Associação Humanitária, que viu entrar milhares de euros de quotas em atraso, que de outra forma não se receberiam, tal como confirmou o próprio Benjamim Pinto.
O presidente reconduzido, que é irmão do edil de Macedo, Beraldino Pinto, mostrou-se satisfeito com o resultado, argumentando que o trabalho da sua equipa foi reconhecido.
Já António Vaz disse aceitar o veredicto, mas revelou estar “preocupado com a qualidade da democracia” que se vive em Macedo de Cavaleiros. Segundo o empresário, os vereadores da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Carlos Barroso e Duarte Moreno, envolveram-se pessoalmente nas eleições, tal como vários presidentes de Juntas de Freguesia de todo o concelho..
António Vaz sente-se incomodado com o envolvimento dos dois autarcas, “que acompanharam o processo eleitoral, desde a abertura até ao fecho, sempre agarrados ao telemóvel”.

