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	<title>Arquivo de Plano de Mobilidade do TUA - Nordeste</title>
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		<title>PCP defende regresso da gestão ferroviária à CP e insiste na ligação Porto-Bragança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cindy Tomé]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 23:18:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Ferrovia]]></category>
		<category><![CDATA[Ligação Porto-Bragança]]></category>
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		<category><![CDATA[Plano de Mobilidade do TUA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Partido Comunista Português defende que a gestão da ferrovia deve permanecer na esfera pública, e voltar para a responsabilidade da CP – Comboios de Portugal. A posição foi reafirmada, sábado, em Mirandela, pelo deputado comunista, Alfredo Maia, durante uma sessão pública dedicada ao futuro da ferrovia na região. “O que nós defendemos é que [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Partido Comunista Português defende que a gestão da ferrovia deve permanecer na esfera pública, e voltar para a responsabilidade da CP – Comboios de Portugal. A posição foi reafirmada, sábado, em Mirandela, pelo deputado comunista, Alfredo Maia, durante uma sessão pública dedicada ao futuro da ferrovia na região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O que nós defendemos é que a ferrovia é um instrumento de tal importância que deve estar nas mãos, exclusivamente, do Estado, e por isso deve ser um investimento público e deve ser uma operação pública e uma gestão pública. Está demonstrado por toda a Europa, inclusivamente ao nível da sinistralidade ferroviária, que o negócio privado não serve o interesse público, não serve as populações, e por isso ele tem de estar sob o comando do Estado. Não temos a menor dúvida e por isso insistimos muito nesta ideia de uma CP exclusivamente pública”, frisou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionado sobre o eventual impacto dos interesses associados às barragens do Tua no avanço de soluções ferroviárias para a região, Alfredo Maia considerou que o conflito entre interesses privados e interesse público ajuda a explicar os bloqueios existentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando os interesses privados colidem com o interesse público é muito difícil tomar uma decisão a favor do interesse público. Mais uma razão para reverter tudo isto e para que seja o Estado, através de uma empresa pública chamada CP, a gerir tudo isto”, defendeu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da defesa da gestão pública do setor, o partido aproveitou a ocasião para voltar a reivindicar a ligação ferroviária Porto-Bragança e a reativação das linhas do Tua e do Sabor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Além de uma homenagem que é devida ao povo desta região que se bateu, continua a bater pelas ligações ferroviárias que são indispensáveis, reafirmamos aqui o propósito do PCP de continuar a defender essas ligações. Desde logo a ligação Porto-Bragança, mas também a reativação das linhas do TUA e do SABOR, que injustamente foram encerradas, penalizando as populações e até a economia regional”, afirmou Alfredo Maia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O deputado sublinhou que a valorização da ferrovia continua a ser uma prioridade para o PCP, lembrando as várias propostas apresentadas pelo partido ao longo dos anos na Assembleia da República. Para os comunistas, o transporte ferroviário desempenha um papel fundamental na coesão territorial e no acesso das populações aos serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Valorizamos muito a ferrovia, que é um instrumento fundamental de desenvolvimento de serviços às populações, em termos do seu direito à mobilidade, e no plano regional continuamos a valorizar muito, tanto em termos da intervenção do PCP na Assembleia da República, como dos eleitos da CDU nas assembleias municipais”, referiu, acrescentando que existem 16 propostas a 16 “em termos de orçamento do Estado” feitas e que estão relacionadas com a ferrovia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a sessão, Alfredo Maia foi também questionado sobre o Plano de Mobilidade do Tua, cuja implementação continua sem avanços conhecidos. O parlamentar garantiu que o PCP vai manter a pressão sobre o Governo para esclarecer o estado do processo e exigir a sua concretização. “Continuaremos a exigir que o plano de mobilidade do TUA seja de facto implementado, que não tenha servido para mero folclore eleitoral, mas que de facto sirva às populações”, declarou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O deputado admitiu não ter conhecimento de qualquer desenvolvimento recente relacionado com o plano, nomeadamente no que respeita a estudos ou procedimentos em curso, considerando que essa ausência de informação reforça a necessidade de insistir junto do Executivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Mais uma razão para insistirmos perguntando ao Governo qual é o ponto de situação deste plano. E esse compromisso eu posso assumi-lo em nome do meu partido. Sim, vamos perguntar o que é que está a ser feito, porque se não está a ser feito ou se está atrasado, porquê é que não está a ser feito, porquê é que está a ser atrasado. E vamos exigir que sejam tomadas as medidas adequadas”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar das sucessivas perguntas apresentadas pelo PCP na Assembleia da República, Alfredo Maia reconheceu que não têm surgido respostas concretas por parte do Governo. Ainda assim, considera importante manter o tema na agenda política.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Mesmo que aparentemente não produza efeito nenhum, a pergunta ela tem um efeito. Quanto mais não seja de sinalizar que há alguém que luta pelas populações”, sustentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira sessão pública decorreu na Estação das Artes, em Mirandela. Durante a tarde, o PCP promoveu uma segunda iniciativa na estação ferroviária do Pocinho, reforçando a defesa da ferrovia como fator de desenvolvimento para o Nordeste Transmontano.</p>
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