Américo Pereira lidera municípios com áreas protegidas
O cargo foi disputado entre o edil vinhaense e o presidente da Câmara Municipal de Sintra, Fernando Seara, mas Américo Pereira foi escolhido, por unanimidade, tendo em conta o trabalho e posições públicas que tem assumido no que diz respeito à reorganização do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB).
“É uma secção extremamente importante, porque, actualmente, um dos problemas fundamentais dos municípios do País é o relacionamento com o ICNB”, realça Américo Pereira.
Segundo o edil vinhaense, esta secção tem, agora, um vasto leque de actividades para desenvolver, nomeadamente no que toca ao Parque Natural de Montesinho.
“Há três problemas fundamentais: um tem a ver com o ordenamento dos parques, o outro com a própria reorganização do ICNB e, por último, a questão das taxas”, enumera o responsável.
No que toca ao ordenamento, Américo Pereira reitera a posição de que os planos que saíram são demasiado restritivos para aquilo que são as tradições, quer agrícolas, quer de outra natureza, que sempre se realizaram dentro das áreas protegidas. “Os planos de ordenamento não se adequam àquilo que são os desejos e as necessidades das populações”, sublinha o edil.
Municípios integrados em áreas protegidas consideram-se prejudicados com as políticas do Governo
Em relação à organização do ICNB, o recém- eleito presidente da secção das áreas protegidas critica a concentração dos serviços em Braga. “Não se percebe como é que os parques têm dono, que são os proprietários dos terrenos, e como é que alguém pode vir gerir essas áreas, deixando os donos de fora”, realça Américo Pereira.
O autarca defende que as Juntas de Freguesia e as Câmaras Municipais voltem a integrar os órgãos directivos dos parques, a fim de defenderem os interesses das populações.
Por último, Américo Pereira insurge-se contra as taxas e licenças cobradas pelo ICNB. “Não faz sentido nenhum que um homem de uma aldeia do concelho de Vinhais, para vedar 200 metros quadrados para colocar duas ovelhas, tenha que pagar 100 ou 200 euros pelo pedido de um parecer, que, a maior parte das vezes, vem negativo”, salienta o autarca.
Para tentar resolver os problemas dos municípios integrados em áreas protegidas, Américo Pereira garante que está a preparar um dossier para entregar à ministra do Ambiente, Dulce Pássaro.

