Ecolignum já transforma e comercializa madeira
Durante a fase experimental, a Ecolignum já serrou mais de mil toneladas de madeira, mas tem capacidade para laborar a uma escala mais elevada. A tecnologia avançada instalada na unidade permite serrar, em média, 30 metros cúbicos de madeira por dia, o que corresponde a cerca de 600 metros cúbicos por mês.
“É uma infra-estrutura de primeiro nível à escala mundial. Tem máquinas de primeira linha. É uma serração que não está feita para um ano, nem para dois, mas para décadas”, enfatiza Nuno Costa Gomes, sócio da Ecolignum.
Também Carlos Manuel Reis, sócio da serração e um dos principais clientes da unidade, enaltece a qualidade das máquinas, mas também do trabalho que é desenvolvido pela Ecolignum. “Serro madeira há 12 anos na zona do Porto e nunca serrei em nenhuma melhor do que esta”, sublinha o empresário.
Trata-se de um investimento de cerca de 1,2 milhões de euros, comparticipado em 100 mil euros pela Corane e em 250 mil euros pelo Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, que pretende valorizar, sobretudo, as madeiras nobres da região.
A instalação desta empresa, de capitais públicos e associativos, permitiu criar, apenas, quatro postos de trabalho, visto que está completamente automatizada. “O objectivo é prestar serviços, quer na recolha, transformação e entrega da madeira serrada, e, ao mesmo tempo, comercializar madeiras”, salienta Nuno Costa Gomes.
Ecolignum poderá contribuir para o planeamento e ordenamento da floresta da região
Carlos Manuel Reis explica que a empresa tem capacidade para serrar e transformar a madeira em soalho, forro, aros de portas, entre outros produtos usados na carpintaria ou construção civil. Os clientes podem, ainda, solicitar a secagem da madeira.
Quando às aparas retiradas aos toros, são vendidas em forma de lenha para lareiras, em serrim ou casca.
Com uma área florestal de 17 mil hectares, o concelho de Vinhais pode, agora, valorizar as espécies autóctones, ao transformá-las dentro de portas. “Antes as pessoas que queriam serrar troncos tinham que ir à zona do Porto. Agora podem fazê-lo ao pé de casa, poupando em viagens e alojamento”, enfatiza Carlos Manuel Reais.
Esta infra-estrutura funciona na zona industrial de Vinhais, abrangendo uma área total de 7940 metros quadrados.
Recorde-se que a Ecolignum é uma sociedade por quotas, da qual fazem parte cerca de 50 sócios, nomeadamente as 35 Juntas de Freguesia do concelho, a Câmara Municipal de Vinhais, a Arbórea, duas Comissões de Baldios, o Instituto Politécnico de Bragança, cinco sócios privados, entre outros.
No futuro, Nuno Costa Gomes realça que o objectivo é que esta unidade contribua para o planeamento e ordenamento da floresta da região. “Em termos de plantação florestal há uma desordem grande. Há algum trabalho que tem sido feito pela Arbórea, mas é uma gota de água”, realça o responsável.
Além disso, a Ecolignum também pretende afirmar-se como a serração industrial de topo da região, fidelizando clientes em toda a zona Norte.

