Acidentes de trabalho duplicaram no distrito
Os números foram divulgados, na passada quinta-feira, durante um seminário realizado, em Bragança, no âmbito do Dia da Prevenção e Segurança no Trabalho.
A responsável pela Unidade Local do Nordeste Transmontano do ACT, Lília Condado, atribui este aumento significativo de vítimas mortais ao aumento do fluxo de obras na região, nomeadamente ao nível da construção das acessibilidades. “Os acidentes de construção civil registaram-se nas obras das estradas do distrito, designadamente na concessão do Douro Interior”, justificou a responsável.
Lília Condado afirma que não é possível estabelecer uma relação directa entre a crise e os acidentes laborais, frisando que o aumento das obras públicas contribui para que haja mais acidentes. “É normal que aumentando o volume de trabalhos, o número de trabalhadores e a complexidade das técnicas construtivas, que aumente também o número de acidentes de trabalho”, justifica a responsável.
A complexidade dos trabalhos realizados e dos equipamentos utilizados, bem como a falta de coordenação entre as equipas que se encontram no terreno também são factores que potenciam o aumento de sinistros. “As condições são melhoradas, mas os factores de risco também são incrementados”, enfatiza Lília Condado.
No ano passado a ACT registou 24 acidentes de trabalho no distrito de Bragança, todos eles originaram coimas, mas apenas um, que ocorreu no IP2, deu origem a uma queixa-crime. Os acidentes com trabalhos na área da electricidade também tiveram um aumento no distrito de Bragança.
A maior falha encontrada pela ACT nos casos de sinistros que acompanhou no terreno é ao nível da coordenação da segurança das actividades dos diversos intervenientes do estaleiro.

