Poluição orgânica no Rio Fervença
A água parada e a falta de árvores típicas nas margens do rio, como amieiros e freixos, estão na origem da formação de algas, que sendo seres fotossintéticos propagam-se.
“Poder-se-ia fazer várias coisas para que o rio não ficasse verde, para já uma boa política de ordenamento do território porque muitos destes problemas de más práticas agrícolas, porque se os fertilizantes não forem postos na altura certa e na quantidade certa são arrastados para os cursos de água pela chuva”, explica, a especialista em rios e albufeiras, Ana Geraldes.
Falta de oxigénio
Segundo a especialista a saúde pública não está em risco, as algas não são produtoras de toxinas e não há contacto directo com as pessoas, mas quando as algas se decompõem o oxigénio diminui naquela zona da cidade.
“Claro que o rio estar assim não é bom. Aliás, quando aquelas microalgas morrem, temos uma decomposição muito grande e vamos ter problemas de falta de oxigénio enquanto se estão a decompor. Por isso, tem efeitos no rio na qualidade da água. Há poluição orgânica, claramente”, acrescenta Ana Geraldes.
Contactada pelo Jornal Nordeste, a autarquia não quis prestar declarações sobre este assunto. O vice-presidente da Câmara de Bragança, Rui Caseiro, apenas referiu que a formação de algas é um processo natural.
