Jorge Nogueira ou António Ramos: quem vai ganhar as eleições?
A sufrágio estão duas listas, uma encabeçado pelo actual presidente, Jorge Nogueira, e outra liderada por António Ramos.
Jorge Nogueira há 46 anos que gere a entidade responsável pelo futebol e futsal no distrito de Bragança, quanto a António Ramos candidata-se pela primeira vez com o lema “Associação em Movimento”.
Nogueira está confiante e quer completar mais quatro anos de mandato. “Estou tranquilo, confiante, os clubes sabem com o que contam e conhecem-me bem”, referiu.
A criação de uma Super Taça distrital de futebol e futsal, em masculinos e femininos, uma taça de disciplina nas diversas categorias, a organização de um campeonato distrital de veteranos são algumas das novidades do programa de candidatura de Jorge Nogueira.
Uma das grandes preocupações da lista liderada pelo actual presidente é a situação financeira dos clubes. “Propomo-nos a reduzir alguns valores de inscrição, cartões e vinhetas aos clubes em actividade”, garantiu Nogueira.
Jorge Nogueira conta com uma equipa “dinâmica” e capaz de trabalhar em prol do desporto no distrito. “Escolhi para a minha candidatura pessoas exemplares na forma como se entregam e dedicam o seu tempo à A.F.B”, referiu.
Na lista de Jorge Nogueira há novidades com destaque para Óscar Guerra que passa para o cargo de vice-presidente da direcção e os regressos de Luís Pires e de Carlos Santos, que já passou pelo departamento de futsal quando este estava sedeado em Moncorvo. No conselho fiscal Nélio Sousa foi escolhido para o cargo de presidente e no conselho técnico Amílcar Afonso, que já foi presidente do Vinhais, foi convidado para o cargo de vogal. No conselho de arbitragem liderado por Humberto Anes entram Ângelo Fernandes e Damélio Santo.
“Associação em Movimento”
As dívidas dos clubes à A.F.B, que ascendem os 200 mil euros, preocupam António Ramos que culpa a associação pelo “avolumar” das dívidas. Desta forma, Ramos garante ter propostas para diminuir os débitos segundo a realidade financeira dos clubes. “Haverá formas de pagamento diferenciado mediante a capacidade dos clubes”, garantiu.
António Ramos assegura, ainda, que se for eleito abdica da remuneração como presidente salvaguardando apenas os gastos no trabalho da associação. “O presidente não vai ter uma remuneração mensal, é evidente que tem haver uma salvaguarda dos gastos que vai ter mas não chega ao subsídio que aufere o actual presidente”, referiu.
Ramos acrescenta que a A.F.B não necessita de um presidente a tempo inteiro ao contrário de outras associações com dimensões maiores e deposita por isso confiança no secretário-geral que irá trabalhar a tempo inteiro na A.F.B.
A palavra mudança é a mais utilizada por António Ramos que pretende dinamizar o movimento futebolístico e do futsal no distrito, garantir a sustentabilidade dos clubes apostando na formação, credibilizar a arbitragem através da verdade desportiva e aproximar ainda mais o futebol da população.
Recentrar, garantir, credibilizar, aproximar e reconquistar são os vocábulos mais sublinhados no desafio e estratégia de Ramos na disputa pela liderança da A.F.B.
