Escola acusada de negligência
A criança, de 13 anos, teve dificuldades respiratórias durante uma aula, sendo que o professor pediu a uma auxiliar educativa que acompanhasse a aluna à rua para tomar ar.
“A empregada fez o possível, até lhe deu um copo de água, mas a miúda começou a sentir-se pior. Não sentia as pernas nem as mãos, começou a ficar fria e prestes a desmaiar, já quase não falava”, conta a mãe, Sílvia de Jesus.
Perante a falta de melhoras foi a própria mãe quem acabou por transportar a filha ao Serviço de Urgência Básica depois de ter sido contactada por uma amiga da criança.
E, por isso, critica a falta de atitude da escola numa situação de emergência.
“A escola não agiu pois não era a mim que tinham de telefonar, mas sim ao 112 ou aos bombeiros”, refere.
O director do Agrupamento de Escolas de Mogadouro assegura que foram tomados todos os procedimentos obrigatórios.
“De imediato se informou a mãe sobre o que se estava a passar e chamaram-se os bombeiros voluntários mas a aluna não quis que o fizéssemos porque ela já tinha ligado à mãe e preferia ir com ela para o centro de saúde”, explica José Maria Preto. Segundo o responsável, “a mãe demorou um pouco porque estava em Bemposta e a situação agudizou-se. Nós insistimos com a aluna que o melhor era ir para o centro de saúde para ser tratada mas ela não aceitou”.
Ainda assim, a mãe acabou por pedir o livro de reclamações e pondera apresentar queixa no Ministério Público.
