Psico-oncologia ajuda a combater doença
O apoio psicológico a doentes oncológicos é fundamental para ajudar a vencer a doença.
O tema foi discutido no passado sábado, numa conferência organizada pelo pólo de Bragança da Liga Portuguesa Contra o Cancro.
Este serviço já existe há dois anos e tem a funcionar uma unidade de psico-oncologia. O coordenador considera que este apoio é fundamental. “Nas grandes cidades há um défice de apoio ao nível da psico-oncologia e aí os hospitais centrais têm sete ou oito psicólogos e três ou quatro psiquiatras. Na periferia este número fica reduzido a um psicólogo e psiquiatra por hospital sem especialização na área da psico-oncologia”, refere Renato Martins, acrescentando que este cenário “torna a situação dramática e faz com que as taxas de sucesso da terapêutica utilizada sejam mais baixas”.
Ao Movimento Vencer e Viver chegam diversos pedidos de ajuda por parte de mulheres com cancro da mama. “A doente sente-se muito à vontade connosco e é ali que ela faz as perguntas e tira os grandes medos”, afirma a coordenadora, Ivone Amado. A principal angústia manifestada pelas doentes “é perder o cabelo porque toda a gente vê. Algumas optam por usar lenço, mas isso marca a doença e neste momento as mulheres estão muito sensibilizadas para a prótese capilar, que nós temos gratuitamente para quem precisa”.
Caminhada solidária
No domingo de manhã o pólo de Bragança da Liga Portuguesa Contra o Cancro organizou também uma caminhada solidária pela cidade que contou com a participação de cerca de 500 pessoas e onde foram angariados 2500 euros. O coordenador do pólo, António Machado, diz que o dinheiro “é para investir localmente, de forma a poder apoiar melhor os utentes e as famílias do pólo”.
