Ramos acusa AFB de “conluio” com o GDB
O vencedor das eleições, que se realizaram no dia 8 de Junho, aguarda pela decisão dos tribunais face à providência cautelar interposta pelo Grupo Desportivo de Bragança, que o impediu de assumir o cargo de presidente.
António Ramos exige a demissão da direcção da A.F.Bragança e diz que Jorge Nogueira, ainda presidente da A.F.B, não tem condições para gerir a associação depois de este, em reunião realizada no dia 5 de Julho, ter assumido a responsabilidade das alegadas irregularidades existentes nas eleições ilibando Nuno Maia, que cessou funções como presidente da Mesa de Assembleia na sequência do processo da providência cautelar.
Ramos acusa a associação de conluio com o GDB. “É um conluio entre os dois. A direcção da A.F.Bragança devia demitir-se, visto que assume toda a responsabilidade no processo. Não tem condições para gerir uma instituição de grande responsabilidade distrital”, afirmou.
O vencedor das eleições diz mesmo que a Associação de Futebol de Bragança “consertou-se” com o GDB ao não mostrar oposição à providência cautelar.
António Ramos exige que a A.F.Bragança clarifique as dívidas dos clubes antes e depois das eleições e lança mesmo o desafio para um debate a Jorge Nogueira para esclarecer as alegadas notas de crédito dadas a alguns clubes. “Quero que o presidente da A.F.Bragança, já que não se quer demitir, clarifique as dívidas dos clubes antes e depois das eleições. Que venha para a praça pública e que diga aos clubes as notas de crédito que foram dados a uns clubes e a outros não e as dívidas que foram perdoadas a uns clubes e a outros não. Que venha esclarecer e fazer um debate sobre o assunto”.
Para António Ramos, Jorge Nogueira está agarrado ao poder. “Eu quando ganhei disse que tinha conquistado a minha cadeira de sonho. Há outros indivíduos que pediram para ser algemados e não saem de lá. A apatia que se vê na A.F.Bragança é o espelho do ridículo que se está a ver”.
Ramos aponta dedo ao GDB
Sobre o Grupo Desportivo de Bragança, António Ramos quer ver as contas do clube com a A.F.B esclarecidas e considera que “a maior ilegalidade do campeonato”, na época passada, foi cometida pelos brigantinos em relação à participação da equipa B no distrital de futebol.
António lança também um desafio a Manuel Martins, presidente do GDB, para um debate no sentido de clarificar algumas questões.
Ramos referiu ainda que está a fazer todas as diligências para fazer face ao processo.
GDB vai avançar com processo contra Ramos
A direcção do Grupo Desportivo de Bragança mostra-se indignada com as declarações de António Ramos e com a acusação de “conluio” com a Associação de Futebol de Bragança e já emitiu um comunicado onde “repudia” as afirmações de António Ramos.
No documento pode-se ler que “tais declarações atentam contra a honra e dignidade e bom nome do G.D.B e dos seus dirigentes pela insinuação e falsidade do seu teor”.
Os brigantinos escrevem mesmo que as palavras de Ramos revelam “falta de idoneidade para o exercício do cargo” de presidente.
A direcção do Bragança diz aguardar serenamente pela reposição da legalidade e acusa António Ramos de não saber lidar com “o exercício de direitos que constitucionalmente estão consagrados a qualquer pessoa singular ou colectiva” e que as suas acusações “diminuem a imagem dos Tribunais”.
No documento dirigido aos sócios, ao qual o Nordeste teve acesso, a direcção do Grupo Desportivo de Bragança informa que vai recorrer às instâncias judiciais, acionando civil e criminalmente um processo contra António Ramos que diz ter atentado “contra o bom nome e dignidade do GDB e seus dirigentes”.
