EDP entrega estudo para linha de muito Alta Tensão
Em comunicado, a empresa diz que com a entrega do documento à Direcção Geral de Energia e Geologia dá-se início ao procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental e passados cerca de cinco meses será emitida a Declaração de Impacte Ambiental.
Segundo a EDP, só depois da emissão deste documento é que haverá condições para a elaboração do projecto de construção e obtenção das licenças necessárias.
A empresa avança que foram estudadas quatro soluções das nove anteriormente apresentadas e garante que foram tidas em consideração todas as recomendações da Comissão de Avaliação.
A solução base estudada pela EDP tem uma extensão de 29 quilómetros e prevê a ligação à SE de Armamar, segue-se outra alternativa pela travessia na Valeira, com 42 quilómetros, a terceira solução é a ligação a um novo Posto de Corte em Torre de Moncorvo, na proximidade da actual linha Armamar-Lagoaça (40 quilómetros), e a quarta alternativa é a travessia em Peso da Régua, com travessia do Douro entre Peso da Régua e Pinhão (45 quilómetros).
A EDP ressalva, ainda, que tem ouvido as partes interessadas na questão, de modo a minimizar impactes.
Tendo em conta os estudos realizados, a EDP considera que o projecto, necessário para o funcionamento do Aproveitamento Hidroeléctrico de Foz Tua, “não criará impactes ambientais significativos e todas as medidas de minimização e compensação propostas permitirão contrabalançar eventuais danos”.
Ainda segundo a empresa, “prevê-se que o projecto de licenciamento se possa desenvolver de Março a Junho de 2014 e a construção da Linha de Muito Alta Tensão esteja concluída em Dezembro de 2015, de modo a poderem ser iniciados os testes de funcionamento da barragem de Foz Tua”.
