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Idoso festeja centenário cheio de vida

Idoso festeja centenário cheio de vida
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  • 12 de Novembro de 2013, 10:40

Amador Santos Pires festejou, anteontem, 100 anos de vida, junto da família e dos amigos. Sempre com um sorriso no rosto, este idoso, natural da aldeia de Freixedelo, no concelho de Bragança, é uma pessoa cheia de saúde e fez questão de apagar as três velas do bolo de aniversário com um único sopro.
Questionado sobre o segredo para a longevidade, Amador responde prontamente: “Deus quis que chegasse aos 100 anos. Segredo não há nenhum”.
O idoso vive em Bragança, com uma filha, há 33 anos, mas é completamente autónomo.
“Ainda sou capaz de ir para o quintal e amanhar lá umas couves se for preciso”, conta.
Amador desloca-se sozinho e com o seu próprio pé. “Tenho saúde até ao fim da vida”, graceja.
Sempre bem disposto, o idoso recorda as amizades que foi fazendo ao longo da vida. “Eu não tenho nenhum inimigo. Tanto na minha aldeia, como por muitos sítios que tenho andado, nunca deixei nenhum inimigo. Sempre me dei bem com todas as pessoas”, garante, com orgulho.
A juventude de Amador foi passada a trabalhar e hoje até diz que se arrepende de ter trabalhado tanto. “Até trabalhei demais. Nem precisava de ter trabalhado tanto.
Fazia muita coisa na lavoura e também ainda estive algum tempo nas minas, mas aquilo não era grande coisa”, recorda.

Sempre pronto a ajudar

Mas nos tempos livres, Amador ainda tinha tempo para a música. “Tocava guitarra, violão, bandolim. O que era bom era tudo para mim. Agora se for preciso ainda toco, mas doem-me os dedos”, vai dizendo o centenário.
A filha com quem vive Amador, Odete Rodrigues, garante que sempre teve a ajuda do pai nas tarefas domésticas. “É uma pessoa muito amável, bem disposta, compreensível, sempre pronta a ajudar, mesmo em casa, nas tarefas domésticas”, conta a filha, orgulhosa do pai.
Presente na festa de aniversário esteve também Adelaide Esteves, a médica que acompanha Amador. “É um jovem. Ninguém lhe dá cem anos. Toda a gente lhe dá 20 anos a menos, no mínimo. É uma pessoa cheia de vida, muito activo, autónomo, ainda com as faculdades dele muito preservadas, cognitivamente muito bem e muito bem disposto”, enumera a clínica.

Destaque
Aos 100 anos ainda se desloca pelo próprio pé e consegue realizar a maioria das tarefas sozinho


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Redação