Região

Incêndio destruiu área de caça no sul do distrito

Incêndio destruiu área de caça no sul do distrito
Imagem do avatar
  • 14 de Novembro de 2013, 10:22

“Teve bastante impacto, como sempre que existe uma situação em que há uma alteração profunda do coberto vegetal. E pelo próprio stress que é causado nas espécies na altura do incêndio e a própria possibilidade de elas não terem hipótese de fuga e acabarem queimadas. É uma situação grave e com impacto na região. Estamos a falar numa área com aptidão cinegética, que se estende por cerca de 25 mil hectares”, frisa o presidente da Federação.
As chamas destruíram os habitats dos animais, nomeadamente perdiz, lebre, coelho bravo e javali. Ainda assim, a maior redução de efectivo regista-se no coelho bravo (ver coluna).
“O problema do coelho é que acresce à situação do incêndio um agravamento relativamente à hemorrágica viral, uma nova estirpe que foi detectada já em 2010 em França e só no ano passado e com grande impacto e grande incidência já este ano é que se tem vindo a fazer notar. Há uma diminuição muito grande da quantidade de coelhos”, realça Castanheira Pinto.

Recuperação demora anos

A criação de condições para que as espécies cinegéticas voltem à zona queimada poderá demorar anos. Castanheira Pinto entende que o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas deveria ter uma atenção especial na recuperação desta zona.
“Eu penso que o prejuízo é muito grande e o importante é que haja sensibilidade de quem de direito e das autoridades que aqui possam ajudar, nomeadamente a tutela da caça, concretamente o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, que poderá ter aqui um papel importante no sentido de apoiar as associações de caçadores, no sentido de minimizar os danos que foram causados”, defende o responsável.
Este incêndio destruiu uma vasta área, onde não existem condições actualmente para caçar.

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Imagem do avatar
Written By
Redação