Pedidos de ajuda aumentam e donativos diminuem
Na última campanha de recolha de alimentos realizada pela instituição, nos dias 9 e 10 de Novembro, no Continente, que envolveu 35 voluntários, foram menos os bens doados pelas pessoas.
“Recolhemos cerca de 1900 quilos de géneros alimentares, menos 800 quilos do que no ano passado, nota-se aqui uma quebra, nomeadamente em açúcar, arroz, atum, leite, massas”, contabiliza o presidente da delegação de Bragança da Cruz Vermelha Portuguesa.
Ainda assim, Fernando Freixo garante que toda a ajuda é bem-vinda. “Tivemos muitas pessoas a dizer-nos: ‘É pouco, mas é o possível’. Mas o pouco para nós representa muito”, assegura o responsável.
230 carenciados apoiados
O presidente da delegação de Bragança da CVP sublinha que o número de pedidos não pára de aumentar, o que este ano já obrigou a instituição a recorrer ao Banco Alimentar.
“Notamos um aumento de quase 100 por cento do número de pessoas carenciadas que recorreram anos. Estamos a ajudar cerca de 230 carenciados”, realça o responsável.
Para que a ajuda chegue a quem mais precisa, Fernando Freixo, defende uma articulação entre as diferentes instituições de Bragança, para evitar a duplicação de apoios às mesmas famílias.
“Queremos com isto abranger outras famílias que também estão em situação de vulnerabilidade e evitar ‘fraudes’. Não queremos com isto dizer que não há famílias que necessitem de receber apoio de mais do que uma instituição, mas temos que ter esse conhecimento para que a ajuda chegue a todos aqueles que precisam”, explica Fernando Freixo.
A próxima campanha de recolha de alimentos da delegação de Bragança da CVP está agendada para o próximo fim-de-semana, no Pingo Doce e no Intermarché.
