Casas degradadas vão pagar mais imposto
Os brigantinos vão pagar menos IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis no próximo ano. A Assembleia Municipal de Bragança aprovou, na passada quarta-feira, a descida da taxa em duas centésimas, passando de 0,355 para 0,335 por cento, proposta pela autarquia.
O presidente da Câmara Municipal de Bragança, Hernâni Dias, não tem dúvidas que em tempo de crise esta redução da taxa de IMI é significativa para o orçamento das famílias. “Tendo em conta a situação sócio-económica que nós estamos a atravessar e se pensarmos que isso se traduz numa redução de cerca de seis por cento do imposto em relação ao ano passado e que esse é um montante que vai ficar na posse das famílias do concelho, creio que é significativo. Podemos estar a pensar que são valores baixos, mas serão sempre baixos também em função daquilo que cada pessoa pagará como imposto”, salienta o edil.
A proposta apresentada pela autarquia foi aprovada com a maioria dos votos, da bancada do PSD. A oposição votou contra. PS, CDU, CDS-PP e Movimento Sempre Presente defendem uma redução maior da taxa do IMI.
“Parece-nos manifestamente pouco e a Câmara que se diz de boa saúde financeira está a ter uma atitude egoística, porque baixa apenas em duas centésimas, que é insignificante para as pessoas”, afirma Bruno Veloso, do PS.
Oposição votou contra
Já António Morais, da CDU diz que aquilo que é apresentado “é uma falácia”. “Há efectivamente uma baixa percentual, mas dadas as novas avaliações há uma carga acrescida da despesa por parte do munícipe”, acrescenta o deputado municipal.
O CDS também se opôs. “Esta redução é apenas para cumprir uma promessa eleitoral, é um engano, porque não vai ter significado no IMI que os brigantinos vão pagar”, alega Francisco Pinheiro.
O Movimento Sempre Presente também não concordou com a proposta. “Foi-nos dito que a Câmara estaria de boa saúde financeira, o que permitiria que o executivo se colasse aos valores mínimos, de 0,3 por cento, e isso sim teria um impacto na economia familiar”, justificou Cláudia Guedes de Almeida.
O município aprovou, ainda, a agravação da taxa do IMI para imóveis em mau estado de conservação. “O objectivo é fazer com que alguns proprietários que não cuidam do seu património possam sofrer um agravamento na taxa do IMI em 30 por cento, ao mesmo tempo que pessoas que procedem a obras de reabilitação têm um benefício que é traduzido numa minoração de 30 por cento do valor do IMI e que nós propusemos que vigorasse durante quatro anos”, salienta Hernâni Dias.
