Trabalhadores longe das comemorações
Foram poucas as pessoas que, na passada sexta-feira, se associaram às comemorações do Dia do Trabalhador, organizadas pela União de Sindicatos de Bragança. A Praça Cavaleiro de Ferreira ficou “despida” numa festa que pretendeu enaltecer os direitos de quem trabalha.
Para José Freire, da União de Sindicatos de Bragança, a fraca adesão dos brigantinos às comemorações do dia 1 de Maio deve-se ao medo sentido pelos trabalhadores.
“Infelizmente há muito medo e nós notamos que quando os grandes senhores do dinheiro, os mais ricos do País e até do mundo, fazem tudo para boicotar este dia, quando oferecem aos trabalhadores grandes prémios e depois durante o ano lhe pagam o vencimento mínimo, isto é feito para meter medo às pessoas”, afirma o sindicalista.
Numa altura em que há cada vez menos serviços públicos no distrito de Bragança, José Freire diz que investir no Nordeste Transmontano é um acto de coragem.
“Acho que as pequenas e médias empresas e algumas até de dimensão maior, felicito-as neste dia do trabalho, como é que têm coragem de se manter abertas no nosso distrito, porque quem dá o exemplo do encerramento de serviços é o nosso governo da república, que tem encerrado tudo aqui no distrito de Bragança. Encerrou tribunais, encerrou escolas e hoje os serviços do Estado resumem-se a muito pouco”, acrescenta José Freire.

