Bragança é o segundo distrito do país onde a percentagem de furtos de combustível mais subiu
Bragança é um dos dois distritos portugueses onde a variação percentual pelo crime de furto de combustível mais cresceu. Segundo a Guarda Nacional Republicana, o crime de furto de combustível apresenta uma variação percentual muito significativa no distrito e, comparando com 2024, em 2025 registaram-se mais sete crimes, o que equivale a 50%. A par de Bragança, também o distrito da Guarda apresenta uma variação percentual muito significativa. Foram registados mais oito crimes, o que equivale a 80% de furtos a mais.
No ano passado, Bragança foi o terceiro distrito com menos crimes de furto de combustível reportados, mas foi o segundo em que, em termos de percentagem, o número de crimes mais cresceu.
Tendo em conta a realidade observada nestes dois distritos, a GNR diz que é necessário implementar uma “resposta diferenciada e ajustada às especificidades locais”.
Os números foram dados a conhecer porque a GNR está a alertar para a ocorrência de furtos de combustível, um fenómeno que “tem vindo a assumir maior expressão no atual contexto socioeconómico de aumento dos preços energéticos e de pressão sobre o rendimento das famílias”. Conforme esclarece a Guarda, a subida dos custos associados à mobilidade tem vindo a exercer uma pressão acrescida sobre famílias e empresas, “potenciando, em alguns casos, a adoção de comportamentos oportunistas ou ilícitos, designadamente furtos de combustível, os quais se materializam na subtração direta de combustível de depósitos ou na sua extração mediante perfuração, causando prejuízos económicos diretos para os proprietários e danos materiais adicionais nos veículos, com impacto na perceção de segurança da população”.
Entre 2024 e 2025, na área de responsabilidade territorial da GNR, registou-se uma ligeira diminuição do número de queixas, passando de 1744 para 1700 crimes, o que corresponde a uma redução de 44 ocorrências (-2,52%). As descidas mais significativas verificaram-se nos distritos de Lisboa, Aveiro, Faro e Setúbal. Em sentido inverso, destacam-se aumentos relevantes em distritos como a Guarda, Bragança, Castelo Branco, Viana do Castelo, Santarém e Leiria.
O conflito militar no Médio Oriente teve início no dia 28 de fevereiro e motivou uma subida acentuada no preço do petróleo que, por sua vez, resultou no aumento do preço dos combustíveis, sobretudo do gasóleo.
O valor médio do preço dos combustíveis em Portugal é registado diariamente pela Direção-Geral de Energia e Geologia. No distrito, o preço do litro do gasóleo simples varia entre 1,82 e dois euros. No geral, a subida, por litro, desde o dia 28 do mês passado, é de mais de 20 cêntimos.
Em Portugal, neste momento, já há mais de 1700 postos de abastecimento com o gasóleo simples acima dos 2 euros. Ou seja, estão a praticar preços que, de acordo com os preços dos mercados, ainda não deveriam ter sido atingidos. Segundo a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, o litro do gasóleo simples devia custar um euro e 95 cêntimos.
