Participação cívica na vida política é reduzida
Os níveis de participação cívica dos cidadãos na vida política é baixa, nomeadamente no que diz respeito às autarquias locais. Foi esta a leitura feita pelos vários intervenientes num seminário subordinado ao tema “A participação cívica nas autarquias locais em Portugal e em Espanha”, que se realizou em Mirandela. Políticos e universitários discutiram o “divórcio” entre eleitores e eleitos e puseram em cima da mesa propostas para contrariar esta tendência.
O director do Núcleo de Estudos de Direito das Autarquias Local, António Cândido de Oliveira, defende que é necessário lembrar “aos cidadãos que devem ter uma palavra activa a dizer, não apenas nas pequenas coisas que interessam às localidades, mas pelo futuro da região da terra, para que o poder não esteja só em Lisboa”.
O professor da Universidade do Minho defende uma “educação para a cidadania, que ainda não temos”, como um caminho fundamental para ajudar a mudar a atitude perante a participação activa na vida pública que, acredita o professor universitário, tem vindo a decrescer desde há quarente anos.
Também para Rui Magalhães, “ainda é muito ténue” a forma como a população em geral participa na decisão pública. “Ainda não existe muito o hábito da participação cívica, não é um processo fácil apelar a esta participação, mas não podemos desistir”, sustenta vice-presidente do município. O autarca acredita que é dever do poder local e central promover a participação dos cidadãos na gestão autárquica.
