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“O grande constrangimento é a falta de pessoal não docente”

“O grande constrangimento é a falta de pessoal não docente”
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  • 7 de Novembro de 2014, 09:49

Jornal Nordeste (JN) – Como está a decorrer o ano lectivo no agrupamento de escolas de Vila Flor? Têm todos os professores colocados e assistentes operacionais necessários?

Fernando Almeida (FA) – Está dentro da normalidade e daquilo que estava previsto. Não fomos afectados da mesma forma que outras escolas. O nosso agrupamento não tem contrato de autonomia, pelo que não estávamos sujeitos à bolsa de contratação de escola, e dessa forma temos todos os professores colocados.
Existe uma portaria que estabelece um rácio de funcionário por número de alunos e também atendendo aos diferentes sectores do agrupamento. De acordo com essa legislação, nós temos todos os assistentes operacionais. Mas no dia-a-dia, esse é o nosso grande problema, eu diria mesmo que o grande constrangimento que o nosso agrupamento tem e, até generalizando um pouco mais a nível nacional, as escolas sentem é a nível de falta de pessoal não docente. Não se tem falado muito nisso, é muito difícil gerir essa situação no dia-a-dia, porque se efectivamente o rácio de funcionários por número de alunos já é muito, se me permite a expressão, “ratado” e também não contempla todas as situações de acordo com as diferentes tipologias das diferentes escolas, como é natural existem ausências pontuais, nomeadamente por motivos de doença. E se já estamos numa situação muito no fio da navalha, sempre que há uma ausência imprevista, a ginástica que temos de fazer em termos de gestão de pessoal torna-se muito, muito difícil. Penso que nos faltarão três a quatro funcionários. Até aqui temos conseguido manter todos os serviços a funcionar, mas alguns deles não da forma como gostaríamos.

JN – Como vê o encerramento da escola de Freixiel este ano?

FA – Foi uma situação que passou à margem da escola. Foram estabelecidos contactos com a autarquia, que se manifestou frontalmente contra o encerramento. A escola limitou-se a ser informada dessa situação. Teve oportunidade de se manifestar contra o encerramento, através de uma posição do conselho geral, de que foi dado conhecimento à tutela.
A minha posição é contra o encerramento de escolas nas aldeias, quando leva a que os alunos se desloquem para outras escolas com condições idênticas.

JN – O agrupamento não tem um centro escolar, é uma necessidade em Vila Flor?

FA – O agrupamento tem duas escolas no agrupamento com número significativo de alunos, na vila e em Santa Comba da Vilariça. Se calhar, justifica-se até para proporcionar melhores condições aos alunos um centro escolar. Mas esse centro escolar não pode ser entendido como uma forma de a partir daí encerrar-se todas as outras escolas nas aldeias.

(Ler artigo na íntegra na versão impressa d Jornal Nordeste)


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