Loja no jardim público gera polémica
A mudança de uma loja de produtos regionais para um jardim público em Mirandela está a gerar polémica entre os comerciantes.
A instalação num local privilegiado da cidade junto à Ponte Velha, ocupando parte do passeio público, é criticada pelos outros lojistas que promoveram um abaixo-assinado e pediram à autarquia, que licenciou a casa provisória, esclarecimentos sobre a legalidade do processo.
Felipe Teixeira considera que se trata de “concorrência desleal”. O lojista contesta ainda o facto de a Associação Comercial não “ser tida nem achada” no processo.
José Taveira também se insurge contra a mudança para “um lugar público, que é de todos”. O proprietário de uma loja de fumeiro argumenta que outros comerciantes já tiveram de fazer obras e se viram obrigados a fechar.
O proprietário do estabelecimento no centro da polémica alega que está a requalificar um edifício que se encontra num estado de degradação visível e que tem autorização da Câmara. “Fiz um requerimento à Câmara há dois anos, foi aprovado, está tudo legal, não foi nada feito em cima do joelho”, explica Adérito Gomes.
O empresário alega que não quer parar a actividade, durante os cerca de oito meses que vão demorar as obras, para manter os quatro postos de trabalho.
O vereador do Município de Mirandela responsável pela área de urbanismo afiança que a legalidade da estrutura temporária em madeira não está em causa.
A transferência foi aprovada como forma de “incentivar a reabilitação de um edifício devoluto, contribuir para a dinamização da reabilitação da zona e do comércio tradicional e garantir a sustentabilidade do próprio investidor”, explica o vereador, acrescentando que qualquer comerciante que faça um pedido, que se enquadre nestes pressupostos, pode usufruir do mesmo mecanismo.
