Região

Mais de um século de recordações

Mais de um século de recordações
Imagem do avatar
  • 19 de Fevereiro de 2014, 12:05

Com uma lucidez invulgar para a idade, apenas se queixa dos ossos, que já não toleram o frio. É independente nas suas tarefas diárias mas é auxiliada pelos filhos. Passa os dias de Inverno sentada no escano à lareira a olhar para as chamas a arder e recordar os tempos em que saía todos os dias para o campo.
“Que remédio tinha se não fazer a vida do campo e também a de casa, mas eu gostava de fazer tudo aquilo que eu soubesse fazer”, conta Zulmira Afonso, acrescentando que na altura não havia escolha de vida, nem de profissão. “Nunca fui aprender a costura porque nunca me mandaram, mas se me mandassem, eu ia aprender a costura e fazia por aprender, mas como não se podia fazer tudo, nem havia meios para nos mandarem aprender costura. Fazíamos o nosso trabalhinho de casa, semeávamos batatinhas para termos que comer, semeava-se pão. Eu gostava de espalhar o adubo que não me custava nada também”, conta com alguma saudade.

(Reportagem na íntegra na edição impressa/pdf e no programa Terra Batida, que a rádio Brigantia emite à 5ª feira, a partir das 17:00 horas)

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Imagem do avatar
Written By
Redação