Câmara reuniu cidadãos de 24 países
Está a estabilizar o número de cidadãos estrangeiros a residir no concelho de Bragança.
Actualmente são cerca de 850, sendo que a maior comunidade é a brasileira. No passado sábado, a Câmara Municipal promoveu o décimo encontro “Bragança e a Comunidade Internacional”, que além de almoço oferecido pela autarquia, contou também com actividades desportivas e culturais.
O presidente da autarquia, Hernâni Dias, considera que “a comunidade imigrante tem vindo a estabilizar. É possível que cidadãos de alguns países tenham acorrido mais à nossa região, fruto da situação económica desses países, mas penso que não há grande variação”.
Neste encontro participaram cerca de 370 pessoas de 24 nacionalidades. Alguns dos imigrantes dizem que a língua e o clima foram os principais factores que dificultaram a adaptação. “No início foi difícil porque venho de um clima muito diferente e por isso o frio foi a principal barreira, mas já estou habituada”, afirma Lafayete Fernandes, de Angola. “Foi difícil porque viemos sem conhecer ninguém e sem saber a língua. Chorei muito, mas lá aprendi e agora já fala mais ou menos”, refere Stuyka Smilkovoa, da Bulgária.
Muitos chegam à procura de melhores condições de vida, embora em Portugal os tempos sejam de crise. Ainda assim, o autarca local assegura que “não têm chegado pedidos de ajuda de imigrantes que não sejam aqueles relacionados com a instalação inicial”.
Lafayete Fernandes
Angola
“Estou cá há um ano para fazer o mestrado em Qualidade e Segurança Alimentar, depois quero regressar ao meu país. Tem sido muito agradável lidar com várias nacionalidades”.
Elise Diogo
São Tomé e Príncipe
“Gosto muito de cá estar pois é um sítio calmo, apesar de ser muito frio. Tenho uma forte ligação a Bragança, porque a minha filha nasceu cá”.
Liliana Fernandes
Roménia
“Estou cá há 12 anos, vim trabalhar nas limpezas, mas agora estou desempregada. Vim à procura de uma vida melhor e os meus filhos acabaram por vir depois. Vou ficar cá porque acabei por casar com um homem português”.
Stuyka Smilkovoa
Bulgária
“Estou cá há 12 anos e devo ficar porque o meu filho já está casado com uma portuguesa e já tenho uma neta que nasceu aqui. Este encontro é muito bom porque vemos que somos bem recebidos e podemos conviver uns com os outros”.
