Os três acusados de matar a professora de Mirandela optaram pelo silêncio
Os acusados do homicídio qualificado e profanação do cadáver Madalena Romano, natural de Mirandela, professora reformada, de 72 anos, preferiram o silêncio em julgamento.
A vítima foi vista pela no dia 13 de Novembro de 2010. Quinze dias depois do desaparecimento, foi encontrado por pescadores, um corpo a boiar na barragem de Bagaúste, em Lamego, amarrado a uma pedra com 30 quilos.
Depois das análises forenses, por comparação de amostra de ADN da filha, ficou provado que o corpo era realmente o de Madalena Romano e que teria sido assassinada por asfixia e só depois atirada ao rio.
A PJ desencadeou uma investigação minuciosa para tentar reunir provas deste suposto crime. Chegou à conclusão que terá sido um plano executado pela própria filha e cúmplices, com a intenção de herdar dinheiro e património da vítima avaliado em mais de 250 mil euros.
Em Abril passado – dois anos e meio depois da morte – a PJ entendeu haver matéria suficiente para deter os três. O magistrado judicial libertou-os, mediante uma caução total de 275 mil euros.
Ontem no julgamento, nas quatro horas, foram ouvidas apenas duas testemunhas de acusação: uma amiga e uma sobrinha da vítima. Já há mais quatro sessões marcadas.
A sobrinha da vítima declarou no seu testemunho que a tia lhe terá confessado que andava a ser seguida. “Desabafou comigo várias vezes ao telefone dizendo que ia colocar uma porta blindada em casa porque a perseguiam e queixava-se da filha e do genro”, contou Laíz Maria.
No final da audiência, um dos irmãos da vítima não continha a sua indignação e falou à comunicação social. “Estou a ver que está tudo com medo de falar a verdade, porque as amigas bem sabem que a minha sobrinha e o marido ameaçavam de morte a minha irmã”, disse Jorge Romano.
“Ela confessou-me isso várias vezes e sempre lhe disse para vir morar para minha casa, mas ela nunca aceitou”, acrescenta um dos dois irmãos da vítima.
