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Distinguir cogumelos comestíveis e tóxicos

Distinguir cogumelos comestíveis e tóxicos
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  • 15 de Novembro de 2013, 09:40

Em plena época de apanha de cogumelos silvestres, as associações micológicas da região alertam para as semelhanças entre variedades comestíveis e tóxicas, que podem mesmo ser mortais.
Foi o que aconteceu no passado fim-de-semana. Em Miranda do Douro, cerca de 60 pessoas saíram para o campo, onde puderam ter contacto com os diversos fungos e puderam tirar dúvidas com especialistas em micologia.
O presidente da Associação Micológica da Terra Fria- a Xixorra, Francisco Torrão, sublinha que é fundamental mostrar às pessoas os diferentes cogumelos que se podem encontrar na região. “Chamar a atenção das pessoas para a diversidade micológica que existe na Terra Fria e também acautelar para o consumo de cogumelos que se podem usar na gastronomia, mas de forma segura”, salienta.
A acompanhar esta iniciativa esteve o especialista em micologia Juan António, que tem vindo a desenvolver um trabalho de identificação de cogumelos em Trás-os-Montes.
“Há milhares de espécies, porque aqui não há poluição. Comestíveis excelentes não há mais de 30 espécies, tóxicos rondam as dez espécies”, constata o investigador.

Técnicas de conservação

Esta iniciativa foi organizada pela Corane, Câmara Municipal de Miranda do Douro e Associação Micológica da Terra Fria – a Xixorra.
Em Macedo de Cavaleiros, a Associação Micológica Terras de Roquelho também organizou um curso dedicado aos cogumelos silvestres, na aldeia de Podence.
Depois de algumas explicações teóricas, os participantes tiveram oportunidade de identificar os fungos no campo.
A conservação também esteve em destaque. O presidente da Associação, Porfírio Lima, defende que a congelação não é a melhor opção.
“Desde secos, a esterilizados, em salmoura. Congelados não sou grande apologista, porque a congelação retira-lhes a água e ficam demasiado elásticos. Há outras técnicas mais práticas e que mantêm o sabor dos cogumelos, enquanto que a congelação altera muito o cogumelo”, defende Porfírio Lima.
Recorde-se que a Associação Terras de Roquelho tem vindo a desenvolver um trabalho de identificação de cogumelos silvestres no concelho de Macedo de Cavaleiros.


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Redação