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Um projecto desportivo, social e cultural

Um projecto desportivo, social e cultural
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  • 14 de Novembro de 2013, 10:20

A escola de guarda-redes é uma ambição do clube da cidade de Bragança e que espera em breve tirar do papel. “O projecto está a ser encaminhado”, garante Rui Santos, presidente do Mãe d´Água.
A estrutura física ainda está longe de ser uma realidade mas para já os mais pequenos vão receber formação através dos intercâmbios com outras escolas. Já está planeada uma deslocação ao Algarve onde os pequenos guarda-redes vão estagiar na Escola de Guarda-Redes Luís Rodrigues em Vila Real de Santo António. Mas, a acção tem custos que podem ser um impeditivo à participação dos mais pequenos. “Isto tem custos elevados. Vamos conversar com os pais”, refere Rui Santos.
Dar uma boa formação aos guarda-redes, ajudando-os a criar bases, é uma das preocupações do clube a quem falta tempo e dinheiro para investir neste sector.
Outra das novidades para esta temporada é a eleição do treinador do mês. Todos os treinadores das escolas de futebol da Geração Benfica são avaliados. Semanalmente os relatórios de desempenho são enviados para o Benfica que elegem mensalmente o melhor técnico.
E para criar uma competição saudável entre os pequenos jogadores, o Mãe d´Água atribui, todos os meses, prémios aos jogadores dos vários escalões. Em Outubro foi distinguido o jogador mais assíduo. Jogadores e treinadores são ainda candidatos ao grupo de elite da Geração Benfica e mediante as avaliações têm a oportunidade de treinar e estagiar no S.L.Benfica.
Em breve os pequenos atletas vão participar na Liga Geração Benfica Norte. O projecto já arrancou no sul do país e em breve vai haver uma reunião, em Braga, para definir os moldes da competição. Já no dia 23 deste mês os mais pequenos deslocam-se ao Estádio da Luz para ver o Benfica – Braga e onde vão poder entrar lado a lado com os craques encarnados na partida.
Nos campeonatos distritais, o Mãe d´Água aposta na revalidação do título de infantis. “É uma equipa bastante forte, com jogadores do segundo ano de infantis”, afirma o presidente.
Com cerca de 70 atletas em competição o Mãe d´Água não descura das condições para a prática do futebol. Os mais novos são devidamente acompanhados por um técnico principal, um treinador adjunto, um massagista, um estagiário e um director por escalão.
Para esta temporada o clube criou uma comissão de pais que se tem mostrado “incansável” a ajudar nas tarefas do clube.
Os jogadores mais carenciados não são esquecidos e a falta de condições financeiras dos pais não são impeditivo para praticar futebol. “Estamos a trabalhar na área social, lutamos pra ter uma margem de manobra para atletas carenciados. Todos têm direito, custa-nos mais mas é uma alegria ver os miúdos”, refere Rui Santos.

Esforços para reduzir passivo
O Futebol Clube da Mãe d´Água está a desenvolver uma campanha de obtenção de fundos para a compra de viaturas para transportar os atletas e uma de angariação de sócios.
Luís Lopes, tesoureiro do clube, explica que foi reduzido o valor anual das quotas. “Temos uma campanha em que os sócios pagam 15 euros anuais e têm direito a uma t-shirt”.
O dinheiro não abunda no Mãe d´Água e continuam a aparecer dívidas antigas. No final de Maio passado o passivo estava nos 57 mil euros mas agora já chega aos 70 mil. “Todos os dias aparecem dívidas. O valor da dívida subiu para os 70 mil. As dívidas são antigas, não da direcção anterior mas mais antigas”.
Mas a grande preocupação do clube são as dívidas à Segurança Social e às Finanças. Luís Lopes, tesoureiro do clube, refere que foram feitos acordos de pagamento com as duas entidades.
O orçamento do Mãe d´Água é de 21 mil euros para os escalões de Traquinas, petizes, benjamins, infantis, iniciados e juvenis.
O clube conta com o apoio da autarquia, da União de Freguesias e dos pais dos atletas.


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Redação