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População de Meixedo quer serviços de proximidade

População de Meixedo quer serviços de proximidade
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  • 8 de Novembro de 2013, 11:52

É com expectativa que a população de Meixedo encara a recém criada União de Freguesias da Sé, Santa Maria e Meixedo. Esta aldeia do concelho de Bragança foi anexada à cidade, uma mudança que não reúne consenso. Se há quem até veja vantagens nesta reorganização administrativa, os idosos temem ter que se deslocar a Bragança para tratar de assuntos simples, como a prova de vida para as pensões.
“Eu estive em França e recebo uma carta todos os anos para fazer prova de vida e dão-me poucos dias. Eu estou tolheito, o transporte também é pouco, se não mando a carta a tempo e horas cortam-me o pouquinho que me dão”, teme Raúl Alves, de 84 anos.
Para já, a sede da Junta está fechada. “Antes estava aqui todos os dias o presidente e ajudava as pessoas. Agora a Junta ainda está fechada”, constata Miguel Teles.
Para já, a população garante que ainda não nota diferenças com o facto de Meixedo estar agregado à cidade. “Eu por enquanto ainda não notei diferença nenhuma, também ainda estamos no início. Bom seria sermos uma freguesia, mas já não há gente, antes para Bragança do que para outro sítio qualquer”, afirma Ana Gomes.
Sem certezas, os habitantes desta aldeia esperam vantagens, mas também temem desvantagens. “Isso tem prós e contras. Poderemos ter policiamento mais frequente, porque aqui há muitos idosos. Agora também há muita gente que diz que o IMI poderá ser agravado, mas eu penso que não”, diz Manuel Rodrigues.

Autarca promete investimentos

Este é um assunto, que segundo o presidente da União de Freguesias da Sé, Santa Maria e Meixedo, José Pires, ainda não está decidido. “É uma situação que a Câmara ainda está a avaliar”, adianta o autarca.
Quanto aos serviços de proximidade, José Pires, descansa a população. “Vamos ver qual será o melhor dia para as pessoas. Se for necessário deslocar um funcionário das Juntas da cidade para Meixedo isso será feito”, garante.
O autarca sublinha, ainda, que quer fazer investimento na aldeia, e dá o exemplo da construção de um Centro de Dia ou um Centro de Convívio.
“Meixedo tem receitas próprias, de algumas propriedades e de lenhas, esse dinheiro é para ser aplicado lá, tal como algum investimento feito com as receitas da cidade e também esperamos a solidariedade deles. Não devemos ver Sé, Santa Maria e Meixedo como separados, mas como uma união que efectivamente é”, remata José Pires.


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Redação