Tamborileiros debatem padronização dos instrumentos
Esta Associação Cultural pretendeu, com este encontro, debater o futuro do conjunto instrumental, flauta pastoril e tamboril, e assim incentivar novos músicos a tocá-lo.
“A ideia é tentar juntar toda esta gente porque a opinião de todos é importante para que a flauta pastoril e o tamboril tenham a presença que tem por exemplo na vizinha Espanha. Queremos fazer deste instrumento cada vez mais popular”, refere o membro da Lérias, Ricardo Santos.
O gaiteiro do grupo musical Galandum Galundaina, Paulo Preto, foi também chamado a debater o futuro dos instrumentos típicos mirandeses, já que no seu grupo têm dado uma nova roupagem às músicas tradicionais usando esses instrumentos. “É muito importante que nós consigamos falar com os construtores e pôr a nossa experiência na mesa e tentar, já que se vai fazer uma padronização do instrumento para desenvolver a escola, que esse instrumento possa tocar com as gaitas, as sanfonas, a guitarra e outros instrumentos”, explica.
Construir flautas não compensa
Para Francisco Porfírio, um dos poucos construtores de flautas pastoris resistentes no Planalto Mirandês, esta é uma actividade pouco lucrativa mas que se faz com gosto. “Eu estou reformado e trabalhei sempre de carpinteiro mas isto de construir uma flauta não dá dinheiro é só um desejo e uma intuição. Eu ando um dia a construir uma flauta para a vender por 75 euros e se andar a fazer outros trabalhos ganho cem”.
O evento teve lugar no Centro de Música Tradicional Sons da Terra e contou com o apoio institucional da Junta de União de Freguesias de Sendim e Atenor.
Um dos objectivos da Lérias é padronizar os instrumentos para que seja possível criar uma escola, dando assim continuidade à tradição.
