Leite materno é benéfico para o bebé e económico
Há cada vez mais mães a amamentar os filhos, pelo menos nos primeiros meses de vida. A constatação é da enfermeira Conceição Tomé. A especialista em Saúde Materna no Centro de Saúde de Santa Maria, em Bragança, garante que para além dos benefícios para o bebé, o leite materno também é uma alternativa económica.
“A grande maioria das mães tem a expectativa de amamentar e quase todas elas o conseguem. No entanto, há alguns obstáculos que não conseguem ultrapassar e aí sim vem o leite artificial. Mas na minha perspectiva as pessoas cada vez estão a amamentar por mais tempo. Isto porque foi feito um estudo através da Organização Mundial de Saúde e da UNICEF, que revela que durante 12 meses se a mãe amamentar poupa 1500 euros em leite artificial”, realça a especialista.
A Unidade Local de Saúde do Nordeste assinalou, na semana passada, a Semana Mundial do Aleitamento Materno, este ano subordinada ao tema “Apoio às mães que amamentam – próximo, contínuo e oportuno”. Na passada terça-feira, algumas mães que estão a amamentar transmitiram o seu testemunho no serviço de Obstetrícia do Hospital de Bragança.
Palavras de incentivo
“Estou a amamentar há 36 meses. Amamento a Ana Clara desde o momento do parto, até hoje, sem nenhuma complicação. Nos primeiros meses de vida, sem dúvida que é o alimento mais completo para o desenvolvido. Hoje em dia já não é só a questão nutricional, mas cria-se uma relação única entre mãe e filha”, conta Ana Sofia Coelho.
Também Susana Afonso optou por amamentar após o parto. “Ela teve um bocadinho de dificuldade no início, porque não conseguia apanhar o peito, mas depois conseguiu e mantém-se. Poupa-se dinheiro e tempo”, salienta a jovem mãe.
Lurdes Lopes tem um bebé de quatro meses e também reconhece os benefícios da amamentação. “O leite materno é sempre melhor do que o leite de compra. Tem mais defesas para eles e economicamente é mais benéfico para os pais”, realça a mãe.
Tendo em conta os benefícios do aleitamento para os mais pequenos, os serviços de saúde da ULS do Nordeste procuram informar e dar apoio às mães depois do nascimento dos filhos. “No início poderá haver alguma dificuldade de adaptação. No entanto, as colegas estão sempre a dar apoio, porque preconizamos ao máximo o aleitamento materno exclusivo até aos seis meses e dois anos ou mais como um complemento”, remata a enfermeira especialista Conceição Tomé.
