Idosa assaltada e agredida
Durante a noite entrou na casa de Ana Pereira, de 87 anos, que vive sozinha. A idosa estava a dormir e não se apercebeu da presença de estranhos em casa. Acordou quando o indivíduo foi ao quarto, já depois de lhe ter roubado 200 euros, e tentou sufocá-la com a almofada. “Deu volta a tudo sem eu dar conta de nada até que encontrou uma carteira que tinha algum dinheiro”, conta, acrescentando que “foi ao quarto, deitou-me da cama abaixo e eu agarrei-lhe as mãos para me defender mas deitou-se em cima de mim, pôs-me a almofada na cara e disse-me: ‘hei-de abafar-te’.
O indivíduo, de etnia cigana, tem 44 anos, reside na mesma aldeia e já tinha feito mais investidas sem a idosa se ter apercebido. “Ele confessou na GNR que já tinha vindo cá mais vezes a buscar dinheiro, eu já me tinha apercebido que faltava, mas pensei que era da minha cabeça”, refere Ana Pereira, salientando: “ele não vinha com boas intenções porque depois de ter o dinheiro ia embora, mas ele tentou abafar-me”. “Como estava às escuras, eu conheci-o pela fala porque ele é gago”, acrescenta.
População preocupada
O filho mais novo desta idosa veio de Lisboa para apoiar a mãe e mostra-se revoltado com a situação. “Neste caso aconteceu-lhe a ela mas podia ter acontecido a outra pessoa qualquer que à noite está sozinha”, afirma Álvaro Morais. “As autoridades têm de tomar outra atitude pois sabem perfeitamente que as aldeias estão a ficar desertas, têm de as visitar mais assiduamente para dissuadir as más intenções destes malandros”.
Em Vale de Nogueira, a população está preocupada com a vaga de assaltos registada nos últimos tempos. “Anda tudo cheio de medo. Eu até me levanto durante a noite à janela a ver se vejo alguém por aqui”, refere Francisco Romariz. Também o irmão, Júlio Romariz considera que “não há segurança nestas aldeias e as pessoas já têm muita idade e sentem-se inseguras”.
Entretanto o homem foi identificado e detido pela GNR. Foi constituído arguido e presente a tribunal. O juiz de instrução decretou-lhe o termo de identidade e residência como medida de coação.
