“Venda da CACOVIN foi um logro”
Recorde-se que a autarquia vendeu a sua participação na fábrica de transformação de castanha a um grupo francês, mas a unidade ainda não começou a funcionar. Segundo Duarte Lopes, a empresa gaulesa terá deixado algumas dívidas a fornecedores locais.
“Foi anunciado que o problema da CACOVIN seria resolvido com um investidor francês e que seriam criadas dezenas de postos de trabalho, mas o que verificamos é que a empresa não abriu e que esse investidor deixou dívidas a fornecedores locais”, afirma o candidato.
Para o cabeça-de-lista, “o envolvimento da Câmara neste processo acabou por ser um logro, pois quando se convidam parceiros para um projecto tão importante como este tem de se saber se são credíveis. No entanto, parece que não foi bem escolhido”.
O presidente da Câmara de Vinhais responde que o projecto se mantém e explica que “a fábrica tem tecnologia moderna que está pronta a funcionar”. “No ano passado as obras terminaram em cima da campanha da castanha e não houve tempo de ligar alguns equipamentos”, justifica Américo Pereira, que garante “que o investidor não deve absolutamente nada à Câmara, pois pagou completamente tudo”.
Mesmo assim, candidatura da coligação insiste na instalação de uma nova fábrica em Vinhais para assegurar o escoamento da castanha. Duarte Lopes diz mesmo que se for necessário avança para a criação de mais uma zona industrial na vila.
“Sabemos que há potenciais investidores e como a Câmara tem armazéns devolutos podem ser aproveitados para o produto ser armazenado. Se for necessário um espaço industrial mais adequado, estamos disponíveis para avançar com uma segunda zona industrial”, assegura o candidato.
