Tromba de água arrasou hortas
Ilídio Rodrigues, vice-presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro e responsável pela Protecção Civil Municipal, diz que os prejuízos ainda não estão quantificados, mas assegura que se perderam vários hectares de hortas.
“Foi muita água e muito vento. Como a terra estava muito seca arrastou uma grande quantidade de lama e, sobretudo nas partes baixas, alagou tudo que era produtos hortícolas. Os prejuízos são alguns, nomeadamente a entrada de Sendim quem vem de Miranda, junto à ribeira de Vale Carrasco, a maior parte das hortas ficaram completamente devastadas”, constata o autarca.
Maria de Lurdes Albino, de Sendim, garante que ficou tudo destruído. “De manhã quando fomos ver as culturas eu chorei, o meu marido chorou, porque levou tudo. Não há nada”, afirma esta habitante.
Maria de Lurdes diz mesmo que a tempestade deixou buracos enormes. “Levou terra, deixou buracos, parece que deitaram lá bombas. A azeitona está toda no chão, Ficámos sem nada, tudo que é cultura foi tudo. Parece que foi a guerra do Iraque que por ali passou”, conta a popular.
Esta habitante de Sendim faz agora contas aos prejuízos. “Nem com 40 tractores de terra vou tapar todos os buracos que ali tenho. Tenho que meter a retroescavadora para fazer o trabalho. Nem com cinco mil euros volto a pôr aquilo como estava, sem contar as culturas que lá tinha. Eram culturas para meia dúzia de casas e ficámos sem nada”, sublinha.
Maria de Lurdes conta que o director Regional de Agricultura e Pescas do Norte já esteve no local. “Disse-nos para irmos preencher um formulário à Junta de Freguesia, e vai enviar aqui os técnicos para depois enviar o relatório daquilo que se perdeu para o Ministério, para Lisboa”, conclui a popular lesada.
