Incêndio destruiu mais de 15 mil hectares
No combate às chamas chegaram a estar mais de 900 operacionais, apoiados por perto de duas centenas de viaturas e por nove meios aéreos.
Depois de feito o rescaldo, na passada sexta-feira, estão agora no terreno equipas de técnicos para a avaliar os prejuízos. E foi precisamente para articular estas equipas com as estruturas locais que, na passada sexta-feira, o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural esteve em Torre de Moncorvo, onde reuniu com os autarcas dos concelhos de Alfândega da Fé, Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro e Torre de Moncorvo, com os serviços florestais e de Agricultura, a Direcção Regional da Segurança Social e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.
Francisco Gomes da Silva garante que o levantamento dos prejuízos deverá estar concluído até à próxima sexta-feira.
“O objectivo foi conseguirmos estabelecer para já um plano para o levantamento de toda a situação no terreno, dos prejuízos aos diversos níveis. Fizemos também o ponto da situação dos investimentos que se afiguram disponíveis para apoiar algumas destas situações. Para a componente agrícola e florestal aquilo que poderemos accionar são as medidas do PRODER, que dizem respeito à recuperação do potencial produtivo, e algumas situações de emergência, nomeadamente na componente florestal”, explica o governante.
Ainda assim, o secretário de Estado não garante apoios para toda a gente afectada pelo incêndio. “O tipo de instrumentos disponíveis não são para apoiar todo e qualquer tipo de prejuízo. No caso de olivais, amendoais, vinhas, hortas que arderam é possível apoiar o reinvestimento nestas estruturas produtivas, na componente florestal algumas intervenções sobre linhas de água. São os instrumentos que estão disponíveis. Enquanto não estiver feito o levantamento é prematuro dizer quem pode ou não ser apoiado”, esclarece o responsável.
A presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, Berta Nunes, esteve presente nesta reunião e considera fundamental a articulação dos meios de avaliação no terreno.
“Falámos na necessidade de no terreno ser feito o contacto com os presidentes de Junta e com as populações”, sublinha a autarca.
Este incêndio que afectou quatro concelhos no sul do distrito de Bragança foi o maior este ano no País.
