Alheira de Mirandela mais protegida
produtores certificados do concelho de mirandelense.
Sónia Carvalho, representante de uma fábrica de alheiras certificadas considera a denominação da IGP é uma salvaguarda. “ Da forma que as coisas estavam não podiam continuar porque qualquer pessoa que pedisse uma certificação poderia obtê-la e o negócio de alheira é muito importante para a economia de Mirandela”, refere a responsável.
No caderno de especificações consta a obrigatoriedade da “Alheira de Mirandela” ser confeccionada com porco bísaro, o que está a preocupar os produtores, que não sabem se a produção deste animal é suficiente para abastecer o mercado.
“Na minha perspectiva a IGP foi sempre um pau de dois bicos. Esperemos que a Associação de Criadores do Porco Bísaro esteja à altura de nos responder”, acrescenta Sónia Carvalho, responsável duma unidade produtiva de Mirandela.
O processo de classificação foi iniciado pela Associação Comercial e Industrial de Mirandela (ACIM) – entidade gestora da Alheira de Mirandela que, em Março de 2006, requereu formalmente junto da Direcção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural o registo da alheira como IGP. “O futuro passa pela internacionalização da alheira porque é um produto de economia de escala e esta denominação de IGP vem complementar o sector, contribuindo também para melhorar a economia de Mirandela”, explica o presidente da ACIM, Jorge Morais.
