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Ocuparam-lhe a campa no cemitério de Avinhó

Ocuparam-lhe a campa no cemitério de Avinhó
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  • 10 de Julho de 2013, 09:57

A mãe de Conceição Nora faleceu há poucos dias e, quando a família tentou enterrar o corpo no local que tinha sido comprado anos antes pela defunta, ficou a saber que já lá estava sepultado outro corpo.
“A minha mãe comprou o terreno no cemitério há vários anos e disse-me que queria ser enterrada ali porque era a campa onde estavam os pais dela. Agora venho a descobrir que está lá outra senhora enterrada”, conta Conceição Nora. “Como ninguém me tinha avisado liguei ao responsável para mandar aqui alguém para me dizer onde ia enterrar a minha mãe, mas ele respondeu-me que não tinha nada a ver com isso e desligou-me o telefone”, acrescenta.
O corpo acabou por ser sepultado naquele cemitério, mas noutro local. “Agora tenho medo que aconteça a mesma coisa, porque ninguém me vem dizer se os terrenos estão ou não vendidos”.
A filha da defunta que foi enterrada naquela campa em 2010 e diz que “a minha mãe já estava enterrada quando o meu filho apareceu em casa a dizer que a campa estava vendida”, refere Beatriz Valente. “O que é que eu podia fazer?”, pergunta. “A única solução é agora nós pagarmos-lhe o terreno noutro sítio”, salienta.
O responsável da Junta na altura em que o terreno foi vendido confirma que a mulher que agora morreu lhe pagou 150 euros pela sepultura.“Recebi o dinheiro para pagar a campa onde estavam os pais dela. Naquela altura pagavam 30 contos”, recorda João Silva.
Contactado pelo Jornal Nordeste, o presidente da Junta de Freguesia de Matela não quis prestar declarações sobre o assunto, dizendo apenas que quando o terreno foi comprado a família deveria ter marcado o local da sepultura no cemitério.


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Redação