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Aulas a mais de meia hora de caminho

Aulas a mais de meia hora de caminho
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  • 19 de Setembro de 2006, 14:01

Aluna do 4º ano, mostra-se triste pelo facto do estabelecimento da sua aldeia ter fechado as portas e diz que, para além de ter que se levantar mais cedo, a viagem também é bastante cansativa, pois dura cerca de meia hora.
Tal como muitas outras crianças, esta aluna de Viduedo começa, agora, a habituar-se a uma nova escola e a conhecer novos colegas, ao mesmo tempo que vai aprendendo as matérias que fazem parte do programa para este ano lectivo.
Longe de casa e da família, os alunos deslocados entram uma nova fase da sua etapa escolar. Com o fecho de 32 estabelecimentos de ensino do 1º Ciclo no concelho de Bragança, mais de uma centena de crianças têm que percorrer uma média de 15 quilómetros para irem à escola.
O transporte das crianças e alimentação são assegurados pela Câmara Municipal de Bragança (CMB), e, segundo a vereadora dos pelouros da Educação, Cultura e Desporto, Fátima Fernandes, não existem falhas a apontar.

Escolas precisam de obras

“Neste momento, as condições necessárias estão garantidas. No entanto, como este é um ano de transição, estamos a estudar formas de melhorar as condições que são oferecidas aos alunos”, acrescentou a responsável.
Esta posição é partilhada pelos responsáveis dos agrupamentos Paulo Quintela, Augusto Moreno e Izeda, ao realçarem que o início das aulas cumpriu o calendário estipulado pelo Ministério da Educação.
No concelho de Bragança, a maioria das escolas abriu as portas no passado dia 11, à excepção de casos pontuais, como a escola do Loreto, onde as aulas só arrancaram na passada quarta-feira, devido às obras efectuadas no estabelecimento.
Apesar do calendário ter sido cumprido, são muitas as escolas de acolhimento que carecem de condições para dar conforto a alunos e professores.
O Jornal NORDESTE visitou a EB1 de Rossas, onde a caixilharia e o chão novos em folha contrastam com quadros riscados e a ausência de aquecimento para fazer face às baixas temperaturas do Inverno.
Quanto à alimentação, os almoços são fornecidos, na maior parte das aldeias, pelos lares e centros de dia, obrigando à deslocação dos alunos. Por exemplo, em Rossas, as cerca de 30 crianças têm de dirigir-se ao salão da Junta de Freguesia para almoçarem.
Já ao nível dos transportes, as crianças têm que percorrer distâncias superiores, uma vez que foram criados circuitos para abranger o maior número de aldeias possível. Por exemplo, uma criança oriunda da aldeia de Viduedo, demora, cerca de meia hora, para percorrer os escassos 10 quilómetros até Rossas.


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Redação