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Jovens na prevenção de incêndios

Jovens na prevenção de incêndios
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  • 9 de Maio de 2006, 14:08

Sendo o segundo ano que está implementado em Portugal, este projecto conta com a cooperação do IPJ, da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, do Instituto da Conservação da Natureza e do Instituto do Ambiente, entre outras entidades.
Com um novo logotipo, o projecto “Cuidar da floresta, é garantir o futuro” tem como objectivo a preservação dos recursos florestais, através da prevenção contra incêndios, monitorização e reflorestação das áreas ardidas.
Assim, os jovens terão a seu cargo actividades como a vigilância, limpeza de zonas florestais e perímetros circundantes de habitações, registo e comunicação de qualquer situação que possa surgir (de modo a alertar as entidades competentes) e, finalmente, a sensibilização das populações.
Para que estas actividades sejam realizadas com sucesso, os voluntários irão receber acções de formação a serem ministradas por técnicos do IPJ. Estas iniciativas irão incidir, sobretudo, na flora, orientação, cartografia e progressão no terreno, identificação de sinais de alerta e comunicações, silvicultura preventiva, técnicas de reflorestação e o fornecimento de todas as informações que se julguem úteis às actividades a desempenhar.
Direccionado para jovens dos 18 aos 30 anos, este programa reuniu, em 2005, 483 voluntários no distrito de Bragança, num total de 8.150 jovens, a nível nacional. Para este ano, o delegado do IPJ de Bragança, Vítor Pereira, espera atingir a meta dos 800 voluntários na região e 10 mil em todo o País.

Autarcas insatisfeitos
À semelhança do ano passado, alguns presidentes de Juntas de Freguesias mostraram-se descontentes relativamente ao limite das idades dos voluntários imposto pelo programa. Face à desertificação do distrito, alguns responsáveis lamentam a falta de jovens para integrar os projectos de voluntariado. “A iniciativa devia ser alargada aos mais velhos”, defendeu o presidente da Junta de Freguesia de Ervedosa (JFE), Franquelim do Nascimento. Isto porque, “a juventude quer participar, mas é difícil encontrar todos os jovens”, lamentou o autarca.
De modo a minimizar este problema, o IPJ avançou com uma possível solução. “Uma entidade pode integrar 60 por cento de jovens e os restantes 40 por cento de pessoas podem ter mais de 30 anos mas, só em caso de não existirem jovens em número suficiente”, revelou Vítor Pereira.


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Redação